sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Quaresma de São Miguel

Salve Maria Imaculada, nossa Co-Redentora e Mãe!
Existe uma devoção muito importante na Igreja que precisamos cada vez mais propagá-la. Claro, não só ensinar, mas rezar. Trata-se da Quaresma de São Miguel Arcanjo. Esta Quaresma surgiu com o grande São Francisco de Assis. Foi ele quem primeiro fez esta quaresma, iniciando na festa da Assunção de Nossa Senhora, e terminando no dia do glorioso São Miguel Arcanjo. De fato esta devoção se espalhou.

Assim como na Quaresma “comum”, aqui trata-se de um período que somos chamados a viver mais voltados a oração e a penitência. Por isso recomenda-se vivamente que se faça alguma penitência (um jejum, uma abstinência, por exemplo), assim como na Quaresma que antecipa a Semana Santa, lembrando dos 40 dias de Jesus no deserto. E particularmente indico que se faça essa Quaresma na intenção da conversão de alguém; uma vez que neste mundo em que cada vez está mais paganizado, o grande São Miguel como o anjo que brada “Quem como Deus!” vem em nosso auxílio expulsando os poderes infernais e nos libertando. Se conhece alguém que precisa de uma libertação, aí está uma poderosíssima arma. Enfim, reze se queres apenas agradecer, mas peça a graça de uma boa morte. O Arjo São Miguel é o encarregado de cuidar do Purgatório. Peçamos a ele a graça da salvação eterna, que possamos nos purificar para entrar na glória de Deus, e, tendo que passar pelo Purgatório, que ele nos auxilie para logo saírmos sendo libertados de lá, para ir para a glória da Santíssima Trindade.

Segue as orações da Quaresma de São Miguel. E após, no fim do post, tem alguns videos que lhe podem ser úteis sobre a Quaresma de São Miguel e a devoção a este Arcanjo e aos santos anjos.



Início da Quaresma: 15 de Agosto (Dia da Assunção de Nossa Senhora, que no Brasil é transferido para o domingo seguinte) a 29 de setembro (Festa de São Miguel). Providenciar um altar para São Miguel com uma imagem ou uma estampa.

Todos os dias:
*Acender uma vela (é bom que seja uma vela benta)
*Oferecer uma penitência
*Fazer o sinal da cruz
*Rezar a oração inicial
*Rezar a ladainha de São Miguel


ORAÇÃO INICIAL PARA TODOS OS DIAS

São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate, sede o nosso refúgio contra as maldades e ciladas do demônio. Ordene-lhe Deus, instantemente o pedimos, e vós, príncipe da milícia celeste, pela virtude divina, precipitai no inferno a satanás e aos outros espíritos malignos, que andam pelo mundo para perder as almas. Amém.

Sacratíssimo Coração de Jesus tende piedade de nós! (3x)

LADAINHA DE SÃO MIGUEL

Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.
Pai Celeste, que sois Deus, tende piedade de nós.
Filho, Redentor do Mundo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Trindade Santa, que sois um único Deus, tende piedade de nós.

Santa Maria, Rainha dos Anjos, rogai por nós.
São Miguel, rogai por nós.
São Miguel, cheio da graça de Deus, rogai por nós.
São Miguel, perfeito adorador do Verbo Divino, rogai por nós.
São Miguel, coroado de honra e de glória, rogai por nós.
São Miguel, poderosíssimo Príncipe dos exércitos do Senhor, rogai por nós.
São Miguel, porta-estandarte da Santíssima Trindade, rogai por nós.
São Miguel, guardião do Paraíso, rogai por nós.
São Miguel, guia e consolador do povo israelita, rogai por nós.
São Miguel, esplendor e fortaleza da Igreja militante, rogai por nós.
São Miguel, honra e alegria da Igreja triunfante, rogai por nós.
São Miguel, Luz dos Anjos, rogai por nós.
São Miguel, baluarte dos Cristãos, rogai por nós.
São Miguel, força daqueles que combatem pelo estandarte da Cruz, rogai por nós.
São Miguel, luz e confiança das almas no último momento da vida, rogai por nós.
São Miguel, socorro muito certo, rogai por nós.
São Miguel, nosso auxílio em todas as adversidades, rogai por nós.
São Miguel, arauto da sentença eterna, rogai por nós.
São Miguel, consolador das almas que estão no Purgatório, rogai por nós.
São Miguel, a quem o Senhor incumbiu de receber as almas que estão no Purgatório, rogai por nós.
São Miguel, nosso Príncipe, rogai por nós.
São Miguel, nosso Advogado, rogai por nós.

Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, atendei-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.

Rogai por nós, ó glorioso São Miguel, Príncipe da Igreja de Cristo,
para que sejamos dignos de Suas promessas.


Oração: Senhor Jesus, santificai-nos, por uma bênção sempre nova, e concedei-nos, pela intercessão de São Miguel, esta sabedoria que nos ensina a ajuntar riquezas do Céu e a trocar os bens do tempo pelos da eternidade. Vós que viveis e reinais em todos os séculos dos séculos. Amém!

Consagração à São Miguel Arcanjo

Ó Príncipe nobilíssimo dos Anjos, valoroso guerreiro do Altíssimo, zeloso defensor da glória do Senhor, terror dos espíritos rebeldes, amor e delícia de todos os anjos justos, meu diletíssimo Arcanjo São Miguel, desejando eu fazer parte do número dos vossos devotos e servos, a vós hoje me consagro, me dou e me ofereço e ponho-me a mim próprio, a minha família e tudo o que me pertence, debaixo da vossa proteção. É pequena a oferta do meu serviço, sendo como sou um miserável pecador, mas vós engradecereis o afeto do meu coração; recordai-vos que de hoje em diante estou debaixo do vosso sustento e deveis assistir-me em toda a minha vida e obter-me o perdão dos meus muitos e graves pecados, a graça de amar a Deus de todo coração, ao meu querido Salvador Jesus Cristo e a minha Mãe Maria Santíssima, obtende-me aqueles auxílios que me são necessários para obter a coroa da eterna glória. Defendei-me dos inimigos da alma, especialmente na hora da morte. Vende, ó príncipe gloriosíssimo, assistir-me na última luta e com a vossa alma poderosa lançai para longe, precipitando nos abismos do inferno, aquele anjo quebrador de promessas e soberbo que um dia prostrastes no combate no céu.
São Miguel Arcanjo defendei-nos no combate para que não pereçamos no supremo juízo. Amém!




terça-feira, 12 de agosto de 2014

Hamas,”Movimento de Resistência Islâmica”, invade igreja e usa cristãos como escudos humanos, denuncia Arcebispo Alexios.


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md-israel-convoca-reservistas
Não é novidade que os terroristas do Hamas usam mesquitas para esconder seus foguetes e as utilizam para lançar ataques contra Israel.
Agora, o líder da pequena comunidade cristã de Gaza denuncia que os guerrilheiros invadiram sua igreja para dispararam foguetes contra Israel. Esperando o contra-ataque, na prática estão querendo usar os cristãos palestinos como escudos humanos.
Arcebispo Alexios, um dos principais líderes dos cristãos de Gaza, conta que sua igreja tem cerca de 1500 membros. Mas com o aumento do número de refugiados, ele atualmente abriga quase duas mil pessoas no templo. São palestinos, na maioria muçulmanos que abandonaram suas casas nos últimos 30 dias, desde que o conflito começou.
Ele conta que membros do Hamas forçaram a entrada e utilizaram o terraço no telhado do templo para disparar foguetes contra Israel. Em seguida, foram embora, antes que a resposta viesse. Felizmente, o revide não chegou e o templo continua em pé. Aponta para um prédio em ruínas, vizinho da igreja, mostrando que era uma grande mesquita, agora reduzida a escombros.
Hamas e outros grupos terroristas palestinos costumam utilizar áreas residenciais e locais “sensíveis”, como mesquitas, hospitais e escolas para lançar seus foguetes. De acordo com as Forças de Defesa de Israel, todo ataque é rastreado e mísseis israelenses guiador por GPS são lançados contra o local de onde partiram os foguetes palestinos.
Aleixo lamenta que exista uma guerra em andamento, mas conta que desde que o Hamas assumiu o controle político da Faixa de Gaza, em 2007, a sharia foi implementada. Ele conta que os cristãos têm sido mais perseguidos desde então.
Questionado pela CBN por que abriu sua igreja para muçulmanos, ele é enfático: “Cristo nos ensinou que devemos amar uns aos outros, isso inclui nossos vizinhos e nossos inimigos… Nós somos discípulos de Jesus e temos de amar a todos incondicionalmente”. Afirma que há muito ódio nas ruas e a resposta cristã deve ser a pregação da paz e do amor. Conta ainda que o fato de o templo servir de abrigo para não cristãos causou grande impacto na cidade de Gaza.
Assista (em inglês):

A dor de Jesus e da Virgem Maria por causa dos maus religiosos e sacerdotes

Salve Maria Imaculada, nossa Co-Redentora e Mãe!

Meus irmãos e irmãs, nós sabemos que nem tudo aquilo que reluz é ouro; assim, nem todo aquele que veste um hábito religioso (quando se veste...) de fato vive a verdadeira religião. Sabemos que existe uma grande Crise no Clero e a na vida religiosa de um modo geral. Infelizmente muitos professam os votos evangélicos (pobreza, castidade e obediência) e não vivem estes votos. Mas não vivem porquê? Por que não querem? Bom, apesar de saber que existem religiosos, incluindo padres e até mesmo Bispos, que entraram na vida eclesiástica por motivos diversos, mas não como motivo principal propagar o Evangelho, ou seja, anunciar a pessoa de Jesus Cristo. Existem pessoas que talvez nem acreditem em Deus, mas estão fingindo ser pessoas de religião, tornam-se freiras, freis, padres, Bispos, talvez até cardeais, mas não são nem bons Cristãos verdadeiramente.

Há aqueles que não conseguem viver estes votos pelo fato de que foram introduzidos em uma vida religiosa que afasta da religião. Soa contraditório, estranho, sem sentido, mas é o que acontece. É da sabedoria popular que uma maçã podre no meio das boas estraga estas. Ora, maus religiosos como exemplo, acabam estragando os jovens com bons propósitos; e estes ou saem de vez da vida religiosa (quando não apostatam de vez), ou acabam por se tornar estes religiosos que, as vezes, não são nem bons nem ruins, são tíbios, são maus religiosos. Pessoas apegadas as coisas da terra, as coisas passageiras. Por isso é comum vermos religiosos e até pertencentes ao Clero que se analisarmos bem não tem maldade nenhum, mas propagam coisas contrárias a fé e/ou omitem a verdade. São pessoas “acolhedoras”. Sabem que determinada conduta é pecado, condenada pela Igreja, mas tem medo de falar que ato x ou y seja pecado para a pessoa não se ofender porque teme que a pessoa vá embora e não volte nunca mais. Veja, existem sacerdotes que não tem a intenção de mandar ninguém pro inferno; não obstante foi contaminado de tal maneira que esqueceu que o pecado ofende a Deus, e que deve-se falar a verdade para que a pessoa se converta, confesse, comungue e viva de fato uma amizade com Cristo. Nisso podemos ver com alguns padres que foram doutrinados pelos hereges da “Teologia da Libertação”, que não são hereges como estes, mas acabaram imitando no quesito respeito humano. Há padres que atendem de boa vontade, celebram a Missa sem abuso, mas foram mordidos pela serpente do respeito humano. Ou religiosos que querem ser fiéis a Cristo, vivem a castidade, mas mais faz festa no convento do que oração. E ainda usa da alegria de ser de Cristo para alimentar as festas, as algazarras, as dissipações que ocorrem.

Para falar melhor sobre esta situação, quero citar aqui um trecho do Diário de Santa Faustina, onde ela narra o que Jesus disse sobre os religiosos tíbios:

“No final da Via-sacra que eu estava rezando, Nosso Senhor começou a queixar-se das almas religiosas e sacerdotais, da falta de amor nas almas eleitas: - Permitirei que sejam destruídos conventos e igrejas. Respondi: 'Jesus, mas tantas almas Vos glorificam nos conventos.” O Senhor respondeu: Essa glória fere o Meu Coração, porque o amor foi expulso dos conventos. Almas sem amor e dedicação, almas cheias de egoísmo e amor-próprio, almas orgulhosas e presunçosas, almas cheias de perversidade e hipocrisia, almas tíbias, que têm calor apenas para elas mesmas se manterem vivas. O Meu Coração não pode suportar isso. Todas as graças, que diariamente derramo sobre elas, escorrem por elas como por uma rocha. Não posso suportá-las, escorrem por elas como por uma rocha. Não posso suportá-las, por que não são boas nem más. Instituí os conventos para santificar por elas o mundo, e deles deve brotar uma forte chama de amor e sacrifício. E se não se converterem e não se inflamarem do amor primitivo, Eu os entregarei ao extermínio deste mundo.

Como poderão sentar-se na prometida sede do julgamento do mundo, se as suas culpas são mais graves que as do mundo, se não há penitência nem reparação?... Ó coração que Me recebeste de manhã e que já ao meio-dia respiras ódio contra Mim, sob as mais diversas formas. Ó coração escolhido especialmente por Mim, será que o fostes para me fazeres sofrer mais? - Os grandes pecadores do mundo ferem o Meu Coração como que superficialmente, mas os pecados da alma eleita transpassam o Meu Coração...

Quando quis interceder por elas, nada consegui encontrar para a sua justificação e, não podendo pensar no que quer que fosse para a sua defesa, a dor apertou-me o coração e eu chorava amargamente. Então, o Senhor olhou-me bondosamente e consolou-me com estas palavras: -Não chores, existe ainda um grande número de almas que Me amam muito, mas o Meu Coração deseja ser amado por todos, e, porque o Meu amor é grande, por isso os ameaço e castigo.” (Diário de Santa Faustina 1702 – 1703)

N.Senhora  chorando quando aparece
em La Salette para as duas crianças
Conseguem compreender a dor de Cristo ao falar isso? Veja, não estou citando nomes. Não é esta a minha intenção. Mas veja que já nos dias de Santa Faustina o Senhor já sofria com o relativismo nas casas religiosas. Relativismo este que Nossa Senhora já havia preanunciado em La Salette quando disse: Nos conventos, as flores da Igreja estarão putrefatas, e o demônio se converterá no rei dos corações. Que os que estão à frente das comunidades religiosas vigiem as pessoas que irão receber, porque o demônio usará de toda a sua malícia para introduzir nas ordens religiosas pessoas dadas ao pecado, pois as desordens e o amor aos prazeres da carne estarão espalhados por toda a Terra.[...] Tremei, ó Terra, e vós que fazeis profissão de servir a Jesus Cristo e que, dentro de vós, adorai-vos a vós mesmos. Tremei, porque Deus vos vai entregar ao Seu inimigo, porque os lugares santos estão na corrupção; muitos conventos já não são casas de Deus, mas pastos de Asmodeu e dos seus.” - Infelizmente nós sabemos que isso tem ocorrido em muitos lugares. Quantas vezes ouvimos falar que aqueles que deveriam ser exemplos de desapego das coisas terrenas são os exemplos de apego. E repito: não estou aqui falando mal de A ou de B, estou apenas propagando as palavras de Jesus e da Virgem Maria, e falando num contexto geral. Um padre pecador, bem pecador, beijo a mão dele porque é a mão de Cristo e ele me traz Jesus eucarístico; eu, posso achar que sou muito santo, mas se alguém beijar minha mão, tá beijando a mão do homem, se eu pegar a hóstia e o cálice pra consagrar vai continuar sendo pão e vinho. Mas escrevo tudo isso para: se você que está lendo é religioso ou sacerdote, volte ao primeiro amor, ao amor radical, a dar a vida por Jesus. Seja fiel a Jesus. Consuma sua vida pra Jesus. Veja, Jesus disse aí para Santa Faustina que insituiu os conventos para que através de vocês o mundo seja santificado; hoje nós vemos que através de leigos com as novas comunidades é que se tem suscitado algumas vocações e dado forças para que alguns irmãos religiosos e padres sejam fiéis. Mas vocês tem essa missão. Uma vez eu ouvi dizer que Jesus falou à uma santa – não lembro quem – que se se todos os religiosos do mundo todo fossem fiéis aos seus votos na sua vocação, ninguém iria ao inferno. E óh que tristeza vemos! Meu pai que és sacerdote e/ou religiosa, veja que Cristo fala pra Santa Faustina que que quer ser amado por todos, que o amor dEle é grande. Ele dá a graça de todos serem santos. Não se engane: Jesus não deu a santidade para São João Maria Vianney, mas já para o padre fulano que foi excomungado Deus não deu a graça.. Não! Deus deu a graça e o chamamento a todos. Deus não deu a graça da santidade apenas para São Francisco de Assis, mas deu também para todos os religiosos. Será que não são os religiosos de hoje (e os leigos também) que têm se oposto as inspirações do Senhor e procurado apego nas coisas terrenas?

Quero encerrar apenas lembrando este ponto que Jesus afirmou à Santa Faustina: Não posso suportá-las, por que não são boas nem más. Instituí os conventos para santificar por elas o mundo, e deles deve brotar uma forte chama de amor e sacrifício. E se não se converterem e não se inflamarem do amor primitivo, Eu os entregarei ao extermínio deste mundo. - Eis a solução para a escassez de vocação em muitas dioceses e conventos. Jesus diz que o mal da vida religiosa é a tibieza. Ora, seja quente! Viva a radicalidade. E como viver isso? Jesus diz: voltem ao primeiro amor. As palavras exatas são: se não se converterem e não se inflamarem do amor primitivo... Ora, ora... Voltar ao primeiro amor é não se acomodar achando que porque professou algo, ou porque recebeu os sacramentos pode viver de qualquer jeito. Não se entregue à tibieza. Mas é justamente se converter. A cada dia buscar a perfeição. E bem diz Santa Teresa de Ávila: “Todo o mal vinha de eu não cortar pela raiz as ocasiões e nos confessores que pouco me ajudavam; dizendo-me o perigo em que andava e a obrigação que tinha em não ter aqueles tratos, creio, sem dúvida, que tudo se remediaria; porque de nenhum modo sofreria andar em pecado mortal um só dia, se eu o entendesse.”

E quero que pensemos principalmente no desejo de Nosso Senhor Jesus Cristo de as almas religiosas voltarem ao amor primitivo. O que significa. Para os religiosos, lembre-se do seu fundador. Franciscanos, passem a imitar São Francisco de Assis. Francisco de Assis não era um TL que queria libertar o homem da pobreza; São Francisco era um homem de família rica que renunciou o dinheiro e tornou-se pobre. Ele viveu a radicalidade do Evangelho. Francisco de Assis foi um homem da cruz. Por isso o hábito é em forma de Cruz. Francisco de Assis que era um homem penitente. Maltratava o corpo pra limpar a alma e salvar as almas por Cristo. Ele era um homem que jogava-se nas geleiras para não pecar, e não que se fiava nas ocasiões e até indo a bailes (camufladamente para não saberem que é religioso) para se divertir. Enfim, ele era o que Jesus diz pra Santa Faustina: amor e sacrifício.

Você redentorista precisa olhar pra Santo Afonso Maria de Ligório. Olhem pra este outro homem consumido pela cruz. Um santo que pregou a verdade. Mas que antes de abrir a boca pra pregar, ele vivia o Evangelho. E aqui vale pra todos os religiosos. Muitas casas religiosas foram fundadas por santos. Olhem para o amor deles, o zelo deles. E paremos de dizer que aquela radicalidade, penitência, zelo, palavras era para o tempo deles. Deve ser por isso que nem vocação se tem mais, apela-se de tudo quanto é jeito pra atrair o jovem, mas o jovem é atraído pela radicalidade do Evangelho infudida pelo Espírito Santo. No tempo de São Francisco, São Domingos de Gusmão, as pessoas eram arrebatadas pelo seus testemunhos autênticos. Multidões seguiram estes homens para viver nessas ordens mendicantes. E hoje? Será que não é porque o jovem nem é atraído por nem saber da existência, ou quando vai à um convento encontra tudo, menos o amor enraizado dos pais fundadores? Será que não é por isso? Veja, Jesus disse que deixaria conventos inteiros serem destruídos. E sabemos da quantidade de paróquias profanadas sendo usadas para coisas seculares, conventos largados, casas religiosas sendo fechados por falta de vocação. Este ser destruído é também não atrair jovens pra lá. Hoje vejo algumas casas religiosas crescendo muito. Atraindo uma juventude em massa para professar os votos evangélicos. Qual o segredo? O segredo é a Virgem Maria e a radicalidade do Evangelho. Sim, porque só se vive a Palavra de Deus enraizada na vida, se nos entregarmos Àquela que teve em Seu ventre puríssimo o Verbo encarnado. Por isso, a solução para a restauração do clero e da vida religiosa é “simples”: passem a rezar pelo menos o terço diário, adorem o Santíssimo Sacramento, e vivam a radicalidade evangélica; afinal, os religiosos pelos votos que fazem de fato saem do mundo... A solução é deixar de querer viver o mundanismo dentro do convento comunidade ou qualquer lugar que esteja. Sejam radicais como os santos, e verão a glória de Deus acontecer.

Padres, sejam padres como São Padre Pio, São João Maria Vianney... Aí está o segredo. Tudo baseado neste amor dito por Jesus à Santa Faustina. Que neste mês vocacional o Senhor tenha Misericórdia de nós e suscite muitas vocações religiosas e sacerdotais... vocações santas que estejam dispostas a viver a radicalidade do Evangelho até o martírio se preciso for. Nós, religiosos ou leigos, temos que almejar a santidade, não por presunção, mas por vocação. Eis a vontade de Deus para nós: “Sede santo, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou santo.”(Lev. 19,2)

Rezemos pelas vocações. Rezemos de verdade. Leia este texto também: Comunhão e Terço da Misericórdia: Cruzada de intercessão pelos padres.


Salve Maria Imaculada, Rainha dos Corações e das vocações! Viva Cristo Rei!

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

O surgimento do Rosário: um presente de Nossa Senhora dado a humanidade por meio de São Domingos


Salve Maria Imaculada, nossa Co-Redentora e Mãe!

Muitas pessoas perguntam-se como será que começou a devoção do Rosário. Você sabe? A devoção do Rosário (ou Terço) é verdadeiramente uma arma e uma graça dada do Céu. Quem ensinou esta devoção foi a própria Santíssima Virgem Maria. Ela mesma apareceu a São Domingos de Gusmão, em um momento de súplica ardente deste, e lhe deu o Rosário - que na época tinha 15 mistérios - como arma para converter os pecadores.

A devoção do Santo Rosário se espalhou por toda a cristandade. Com toda certeza São Domingos contribui de forma grandiosa. Ele foi com certeza o apóstolo do Santo Rosário, o grande propagador. Por isso creio eu que o inferno o odiava profundamente enquanto ele estava aqui na terra. Pois saibam que o inferno odeia quem reza e propaga (ensina, prega sobre, etc) a devoção do Terço ou Rosário. Mas não receiem mal algum, com o Rosário na mão o demônio já é um derrotado. Já diz São Padre Pio de Pietrelcina: “O Santo Rosário é uma repetição de Ave-Marias, com as quais se pode bater, vencer e destruir todos os demônios do inferno.” E ainda: “OSanto Rosário é a arma daqueles que querem vencer todas as batalhas".

Mas para que você tenha mais amor e devoção ao Santo Rosário, quero postar a seguir como surgiu o Rosário. Aqui está a narração de como Nossa Senhora entregou o Rosário para São Domingos (retirado do livro "O Segredo do Rosário" escrito por São Luís Maria Grignion de Montfort):

***

Desde que o Rosário foi composto , em princípio e em substância, pela Oração de CRISTO (PAI Nosso) e a Saudação Angélica (Ave Maria), sem dúvida, constitui a primeira devoção dos fiéis e tem sido usado pelos séculos, desde o tempo dos apóstolos e discípulos até o presente.

Mas foi somente no de 1214, que a Santa Madre Igreja recebeu o Rosário na sua forma presente e de acordo com o método que usamos hoje. Ele foi dado a Igreja por São Domingos que o recebeu da Bem-aventurada Virgem como um meio poderoso de converter os albigenses e outros pecadores.

Vou contar-lhes a história de como ele o recebeu, que é encontrada no conhecidíssimo livro “De Dignitate Psalterri” do Bem-aventurado Alano de La Roche. (A importância e Beleza do Santo Rosário , pelo Bem-aventurado Alano de La Roche, O.P., Padre Dominicano Francês e Apóstolo do Santo Rosário).

Vendo São Domingos que a gravidade dos pecados dos homens estava obstruindo a conversão dos albigenses, adentrou-se numa floresta perto de Tolosa onde orou incessantemente por três dias e três noites. Durante este tempo, ele não fez nada a não ser chorar e fazer duras penitências a fim de apaziguar a ira do Poderoso Deus. Ele se utilizou de disciplina tão drástica que seu corpo estava dilacerado e finalmente caiu em coma.

Nesta hora Nossa Senhora apareceu-lhe, acompanhada de três Anjos, e lhe disse:

Querido Domingos, você sabe de que arma a SANTÍSSIMA TRINDADE quer usar para mudar o mundo?”
São Domingos respondeu: “Oh, minha Senhora, vós sabeis bem melhor do que eu pois, depois de vosso Filho JESUS CRISTO, vós tendes sido sempre o principal instrumento de nossa salvação.”

Nossa Senhora respondeu-lhe: “Quero que saibas que, a principal peça de combate tem sido sempre o Saltério Angélico que é a pedra fundamental do Novo Testamento. Assim quero que alcances estas almas endurecidas e as conquiste para DEUS, com a oração do meu Saltério.”

Então ele levantou-se muito consolado, e inflamado de zelo pela conversão dos homens naquele distrito e dirigiu-se diretamente à Catedral. Imediatamente, Anjos invisíveis tocaram os sinos a fim de ajuntar as pessoas e São Domingos começou a pregar. Assim que iniciou seu sermão, desencadeou-se uma tempestade terrível, a terra tremeu, o sol se escureceu, houve tantos trovões e raios que todos ficaram muito temerosos. Ainda maior foi o seu medo quando olharam à imagem de Nossa Senhora, exibida em local privilegiado, e a viram levantar os braços em direção aos Céus, três vezes, para acalmar a vingança de Deus sobre eles, caso eles falhassem em se converter, arrumar suas vidas e procurar a proteção da Santa Mãe de Deus.

DEUS quis, por meio destes fenômenos sobrenaturais, espalhar a nova devoção do Santo Rosário e fazer com que este fosse mais vastamente divulgado.

Por fim, graças a oração de São Domingos, a tempestade acabou, e ele continuou a pregação. Foi tão grande o fervor e entusiasmo de sua explicação sobre a importância e valor do Santo Rosário que quase todas as pessoas de Tolosa abraçaram-no renunciando as falsas crenças. Em pouco tempo, uma grande transformação foi percebida na vila; e as pessoas começaram a converter-se e a viver uma vida Cristã.  

***

Ouça essas pregações sobre o Rosário:





quinta-feira, 31 de julho de 2014

Como surgiu o Terço da Misericórdia? Quais as circunstâncias e para quê serve?


Salve Maria Imaculada, nossa Co-Redentora e Mãe!
Muitas vezes ensinamos que o Terço da Misericórdia foi o próprio Jesus que ensinou à Santa Faustina. Isso é bem verdade. Porém existe um detalhe que esquecemos de falar: Quais as circunstâncias e para quê Jesus nos ensinou, por meio de Santa Faustina, o Terço da Misericórdia?
Bom, veja a seguir o relato da própria Santa Faustina. Comento abaixo.

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No dia seguinte, na sexta-feira 13.09.[1935]
À noite, quando me encontrava na minha cela, vi o Anjo executor da ira de Deus. Estava vestido de branco, o rosto radiante e uma nuvem a seus pés. Da nuvem saíam trovões e relâmpagos para as suas mãos e delas só então atingiam a Terra. Quando vi esse sinal da ira de Deus, que deveria atingir a Terra, e especialmente um determinado lugar que não posso mencionar por motivos bem compreensíveis, comecei a pedir ao Anjo que se detivesse por alguns momentos, pois o mundo faria penitência. Mas o meu pedido de nada valeu perante a ira de Deus. E foi nesse instante que vi a Santíssima Trindade. A grandeza da Sua majestade transpassou-me profundamente e eu não ousava repetir a minha súplica. Porém, nesse mesmo momento senti em mim a força da graça de Jesus que reside na minha alma; e, quando me veio a consciência dessa graça, imediatamente fui arrebatada até o Trono de Deus. Oh! Como é grande o nosso Senhor e Deus, e como é inconcebível a Sua santidade! E nem sequer vou tentar descrever essa grandeza, porque em breve todos O veremos como Ele é. Comecei, então suplicar a Deus pelo Mundo com palavras ouvidas interiormente.
Quando assim rezava, vi a impossibilidade do Anjo em poder executar aquele justo castigo, merecido por causa dos pecados. Nunca tinha rezado com tanta força interior como naquela ocasião.
As palavras com que suplicava a Deus eram as seguintes: Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e o Sangue, a Alma e a Divindade de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e dos do mundo inteiro; pela Sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós.
No dia seguinte pela manhã, quando entrei na nossa capela, ouvi interiormente estas palavras: Toda vez que entrares na capela, reza logo essa oração que te ensinei ontem. Quando rezei essa oração, ouvi na alma estas palavras: Essa oração serve para aplacar a Minha ira. Tu a recitarás por nove dias, por meio do Terço do Rosário, da seguinte maneira: Primeiro dirás o “Pai Nosso”, a “Ave Maria” e o “Credo”. Depois, nas contas de Pai Nosso, dirás as seguintes palavras: “Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e o Sangue, a Alma e a Divindade de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e dos do mundo inteiro”. Nas contas de Ave Maria rezarás as seguintes palavras: “Pela Sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro.” No fim, rezarás três vezes estas palavras: “Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro”.
(Diário de Santa Faustina, nº474 à 476)

***

Enfim, quero agora fazer um rápido comentário sobre este trecho do diário. Bom, o Terço da Misericórdia foi revelado a Santa Faustina quando ela teve uma visão do Anjo executor da ira de Deus, que vinha castigar a Terra por causa de seus males. O que aplacou a ira para que poupasse a Terra? Essa oração inspirada por Jesus. Como o próprio Jesus disse, este terço serve para aplacar a ira dEle. Sim, devemos rezar o terço da Misericórdia para aplacar a ira de Deus. Jesus diz também que o que pedirmos por este terço na hora da Paixão (15h) Ele nos concederá a graça. De fato ouvimos muitos testemunhos. Inclusive a própria Santa Faustina fala as graças que ela recebeu; porém, Deus nos deu o Terço da Misericórdia como um meio de reparação, uma arma para o combate neste fim dos tempos. Reparemos o coração de Jesus por esta oração.
Porém nesta visão tem um detalhe que facilmente deixa-se passar despercebido. Santa Faustina diz que, quando viu o Anjo executor da ira de Deus, ele ia castigar a Terra e de maneira especial “um determinado lugar”. Ora, que lugar será este? Eu deduziria que seja a Rússia. Por quê? Primeiro por conta das aparições de Nossa Senhora em Fátima, onde a Virgem Maria pede para que se consagre a Rússia ao Seu Imaculado Coração, para que assim os erros da Rússia não se espalhassem pelo mundo. E estes erros são o Comunismo/Socialismo, ateísmo, revolta contra Deus... E em segundo lugar, porque a própria Santa Faustina chegou a escrever sobre a Rússia e seus males: "16.12.[1936]. Ofereci este dia pela Rússia; ofereci todos os meus sofrimentos e as minhas orações por esse pobre país. Depois da Comunhão Jesus me disse: 'Não posso suportar por mais tempo esse país; não Me tolhas as mãos, minha filha'. Compreendi que, se não fossem as orações das almas agradáveis a Deus, toda essa nação teria sido reduzida a nada. Oh! como sofro por causa dessa nação que expulsou a Deus das suas fronteiras." (Diário nº 818).
Porém, se este lugar não for a Rússia, pode ser que seja a Igreja. E talvez por isso ela não quis dizer que lugar era. Por isso, sendo a Rússia, sendo a Igreja, aqui vemos que pra santificação do clero e pra vencermos o Comunismo e o ateísmo, devemos fazer penitência e reparação. E o Terço da Misericórdia é uma arma muito útil.
Outra coisa que gostaria de destacar é: Quando Jesus revela este Terço para Santa Faustina, Ele fala as seguintes palavras: “Toda vez que entrares na capela, reza logo essa oração que te ensinei ontem.” Logo vemos que era vontade de Deus que Santa Faustina rezasse o Terço não só as três horas da tarde, mas sim toda vez que entrasse na Capela. Pode até ser algo que Jesus pedia só pra ela, mas vendo que os males só aumentam no mundo inteiro, seria interessante que nós também passássemos a rezar o Terço da Misericórdia também toda vez que entrarmos em uma Igreja e/ou numa Capela do Santíssimo Sacramento. Você pode se ajoelhar ali diante de Jesus no Santíssimo Sacramento, e rezar este Terço dizendo a Jesus que reza em reparação aos pecados que Ele deseja ser reparado naquele momento. Afinal, infelizmente, a todo momento estamos ofendendo a Deus. Que possamos então, ao entrar na Capela do Santíssimo Sacramento, a cada visita que ali fizermos, rezar este Terço em reparação. (Vejo também que seria muito útil rezar o Terço da Misericórdia após a Comunhão. Clique aqui e leia mais sobre isso).


Salve Maria Imaculada, nossa Co-Redentora e Mãe! Viva Cristo Rei!


O Céu clama por reparação! (Penitência! Penitência! Penitência!)

sábado, 26 de julho de 2014

ALERTA ao povo católico: projeto de reforma do sistema eleitoral proposto pela CNBB é armadilha!

armadilha
Atenção, povo católico: se na sua paróquia lhe entregarem um formulário para que você preencha, dando apoio à reforma política do sistema eleitoral brasileiro, NÃO ASSINE!!! É uma armadilha golpista! Se você assinar, estará cegamente ajudando a abrir caminho para uma ditadura obtida por meio eleitoral, como seu deu na Alemanha de Hitler e na Venezuela de Chávez.
A CNBB está colhendo assinaturas em favor deste projeto em todas as paróquias do Brasil e muitos bons bispos e sacerdotes estão embarcando ingenuamente nessa canoa furada. O projeto tem um profundo viés antidemocrático. Nós, de O Catequista, respeitamos a CNBB e a reconhecemos como uma entidade séria e necessária à nossa Igreja. Mas seus colaboradores podem errar como todos nós. Assim, publicamos agora um alerta para que todos entendam o que há por trás dessa proposta de reforma política.
O projeto em questão prevê o financiamento das campanhas com o dinheiro do povo; sim, esse mesmo dinheiro público que mal dá para nos garantir saúde, educação e segurança, além de entrar no mérito das discussões de “gênero” e do pernicioso voto em “lista fechada”.  Tudo de acordo com a vontade do partido atualmente no poder.
Pode sair algo de bom para o povo cristão da parte desse partido?
E mais: a rede de apoio ao projeto de lei inclui entidades como o MST, a Via Campesina, a UNE, o Grupo Gay da Bahia (GGB), a Associação Brasileira de Lésbicas e a Associação de Transgêneros (ABGLT). Desde quando os interesses dos cristãos se harmonizam com os desses grupos? Diga-me com quem andas, e te direi quem és!
Recentemente, nos Estados Unidos, os bispos católicos se deixaram hipnotizar pelo canto da sereia do presidente Obama, e agora estão arrependidos, chorando as pitangas sobre o ObamaCare (saiba mais aqui). No Brasil, estamos indo pelo mesmo caminho.
Amigos, fica a dica: se te derem esse formulário, dê um matrix no seu quadrado e caia fora!
matrix
A seguir, leiam e ajudem a divulgar o texto do Dr. Paulo Vasconcelos Jacobina, que explica muito bem o problema (grifos nossos).
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Por: Paulo Vasconcelos Jacobina, Procurador Regional da República, Mestre em Direito Econômico
Em um artigo recentemente publicado, e disponível na internet, um procurador regional eleitoral trata do “abuso do poder religioso”, e propõe a necessidade de “desincompatibilização” de ministros religiosos que venham a candidatar-se a cargos públicos. O procurador faz uma analogia entre, por um lado, a necessidade de reprimir o abuso do poder político, econômico e mesmo sindical para a lisura das eleições, a fim de evitar constrangimentos intoleráveis à liberdade dos eleitores, e, por outro, determinados abusos que são cometidos por líderes religiosos e seitas, que se valem do carisma pessoal e do apelo ao sobrenatural para promover seus candidatos junto a fiéis não somente pouco esclarecidos como espiritualmente desarmados em razão da ascendência natural que líderes religiosos têm sobre seus seguidores.
De fato, há notícias, nos corredores do Ministério Público Eleitoral, de candidatos que se apresentam em templos religiosos com desrespeito a limitações de prazo e lugar para campanhas eleitorais, em meio a névoas artificiais e luzes feéricas, e são apresentados aos fiéis como verdadeiros “enviados de Deus” em quem todos devem votar, supostamente por ordem dos céus.
Como católico, não pude deixar de alegrar-me por acreditar que a Igreja Católica não age assim. Como membro do Ministério Público, tenho um impedimento constitucional para a vida partidária, e sei que há um impedimento um tanto similar para os sacerdotes católicos no Código Canônico. Documentos magisteriais como a Constituição Pastoral “Gaudium et Spes” consagram a distinção entre as realidades temporais, cuja ordenação cabe legitimamente aos leigos, mormente naquilo que está no âmbito do opinável, e as questões de fé e de moral, as quais todo leigo deve submeter ao juízo da Igreja. Não se pode deixar de louvar a sabedoria do Magistério católico – que promove a distinção das esferas sem separá-las – ao reconhecer que a vida temporal tem uma legítima autonomia que impede que o sacerdócio católico se transforme numa casta teocrática através do mundo. A Igreja deve ser a casa de todos os católicos que abraçam alguma dentre as diversas opções ideológicas possíveis, daquelas que legitimamente se apresentam nas diversas sociedades e culturas. É o que ensina a Nota Doutrinal sobre Algumas Questões Relativas à Participação e Comportamento dos Católicos na Vida Política, publicada pela Congregação para a Doutrina da Fé do Vaticano:
“Não cabe à Igreja formular soluções concretas – e muito menos soluções únicas – para questões temporais, que Deus deixou ao juízo livre e responsável de cada um, embora seja seu direito e dever pronunciar juízos morais sobre realidades temporais, quando a fé ou a lei moral o exijam.”
Foi quando uma pessoa me alertou que as coisas, na prática, poderiam não ser bem assim. Ele me mostrou, na internet, uma proposta de reforma política que está sendo não somente subscrita e divulgada pela CNBB, como promovida positivamente e propagandeada nos corredores eclesiais brasileiros. Procedi às pesquisas e deparei-me com todo o material.
Trata-se de um projeto de lei movido por um pretexto aparentemente bom: a necessidade de reformar o sistema eleitoral brasileiro. Mas é realmente quase impossível discernir por qual motivo as regras procedimentais eleitorais poderiam representar matéria de fé e moral nos termos definidos pela doutrina católica, ou, mesmo necessitando de reforma, continuam como questões estritamente políticas, opináveis, inseridas no âmbito da legítima autonomia das coisas temporais.
É interessante notar que outras cinquenta e oito entidades assinam o projeto de lei junto com a CNBB. Dentre elas, diversas organizações sindicais – a maioria absoluta composta de sindicatos e organizações de servidores públicos federais, outras ainda na qualidade de centrais sindicais ou “movimentos de reivindicação social” notoriamente ligadas a partidos de esquerda, algumas autarquias federais que são entidades de classe e, como outro grupo muito representativo, associações de gays, lésbicas e transgêneros das quais pude distinguir a GGB – Grupo Gay da Bahia, a ABGLT, a Associação Brasileira de Lésbicas e a Associação de Transgêneros. Algumas entidades identificam-se como evangélicas e outras como associações católicas de laicato e de pastorais sociais.
Três tópicos me chamaram a atenção, e são destacados inclusive por chamadas capitulares no sítio eletrônico: a defesa da “paridade de gênero” na lista eleitoral, com um artigo no próprio projeto que dirige “recursos financeiros extraordinários” para “segmentos sociais sub-representados” (art. 18, § 2º da proposta), a proibição da participação das empresas privadas (pessoas jurídicas) no financiamento de campanhas e o estabelecimento de “listas fechadas” para as eleições proporcionais do legislativo.
São três propostas que, coincidentemente ou não, refletem diretrizes partidárias do partido político que está no governo federal, atualmente. Têm consequências graves no processo eleitoral – não necessariamente no seu aperfeiçoamento – e representam, na questão do gênero, uma frontal desatenção ao Magistério moral da Igreja em matéria de vida familiar e sexual. Além, é claro, de embutirem um profundo viés antidemocrático, ao menos na visão de alguns juristas sérios – e circunstancialmente católicos, embora não filiados às ONGs e militantes multicores que circundam o logo da CNBB no referido sítio. Há outras propostas de reforma política, e não há justificativa junto à fé católica para que justamente esta receba o beneplácito da CNBB.
Tome-se a questão da lista fechada. Há uma outra proposta de reforma, abraçada por outros partidos de viés menos esquerdista mas igualmente lícitos aos católicos, que defendem o voto distrital ou distrital misto. Pessoalmente, não consigo entender qual a razão de crer, como propõe este projeto, que a manutenção do quociente partidário combinado com uma lista de candidatos imposta pelo partido possa ser um progresso político. Lutamos outrora pelas “diretas já”, e agora somos levados a acreditar que precisamos de mais eleições indiretas. Sabe-se lá por que a CNBB resolveu chancelar uma dentre as diversas opções eleitorais lícitas aos leigos.
Quanto à promoção da “paridade de gêneros” e do incentivo financeiro extra para “segmentos sociais sub-representados”, esconde outra armadilha antidemocrática: trata-se de comparar o resultado das eleições com os dados estatísticos do IBGE sobre a população, para dar mais dinheiro aos candidatos que representem facções sociais cuja representação no legislativo seja menor que sua população censitária. Isto embute a ideia de que quando um eleitor está votando em alguém que não pertence ao seu próprio “grupo populacional” e ideológico, ele está votando mal, e ferindo a democracia. Se, digamos, alguém se identifica como homossexual perante o IBGE, o projeto de lei presume que ele deve votar em homossexuais, para que seu “número populacional” se reflita no número de políticos eleitos. Se não o faz, o estado deve liberar mais dinheiro para os candidatos gays na eleição seguinte, para restabelecer a “representatividade”. Ora, se é assim, então a representatividade não decorreria mais dos votos, mas do censo. A eleição deveria apenas chancelar o censo populacional, creem os autores deste projeto. Esta noção parece muito com propostas fascistas e corporativas da primeira metade do século XX. Nega que, por exemplo, os fiéis católicos eventualmente identificados como homossexuais possam livremente ter escolhido um candidato que defende a família tradicional, e não um ativista GLS.
O financiamento de campanhas por pessoas jurídicas foi banido, o que corresponde a um consenso que está sendo violentamente imposto pelos acadêmicos de esquerda, pelo partido atualmente no poder e pela imprensa com ele comprometida, que transforma os empresários, que são responsáveis pelo recolhimento da maior parte dos impostos que serão retirados da saúde e educação para financiar políticos e suas campanhas, em párias eleitorais.
Estabeleceu-se contra o setor privado a presunção absoluta de que somente colocam recursos privados em campanhas para locupletar-se ilicitamente. Ora, ao retirar sua legitimidade para influir nas eleições em busca de seus eventuais legítimos interesses políticos, o projeto colabora para que o setor privado não possa contribuir para a retirada do poder de algum grupo que ali se abolete através de demagogia e oprima o setor privado com medidas ditatoriais e se retroalimente dos próprios recursos públicos e dos “movimentos sociais” (corporativos e sexuais) para se perpetuar ali sem que o setor produtivo possa legitimamente organizar-se no sentido da alternância democrática de poder. O caminho para uma ditadura obtida por meio eleitoral, como a que ocorreu na Alemanha de Hitler – que chegou ao poder pelo voto popular – ou na Venezuela de Hugo Chávez, onde a Igreja séria sofre sob a opressão estatal após o setor privado ter sido exaurido pelo poder do partido hegemônico. Quem financiará eventuais adversários aos majoritários ocupantes do Estado em dado momento? Pelo projeto, ninguém o poderá.
Há conversas de que a CNBB colherá assinaturas em favor deste projeto em todas as paróquias do Brasil. Muitos fiéis confiantes no presumível bom senso de um órgão como a CNBB assinarão, e certamente não o fariam se conhecessem as companhias e o teor. Talvez, de um modo não tão distante daquelas seitas que usam gelo seco e luzes feéricas para manipular sentimentos religiosos em favor de ambições políticas bem pouco cristãs.
Fonte: http://ocatequista.com.br/archives/13548