terça-feira, 22 de julho de 2014

Saia da preguiça e da ociosidade! Agora!

Salve Maria Imaculada, nossa Co-Redentora e Mãe!
Uma das grandes dificuldades que encontramos para sermos santos, é a tal da ocasião. Nós devemos cortar as ocasiões. Sim, devemos cortar o mal pela raiz, e não somente por cima. Mas de fato pela raíz. Santa Teresa de Ávila nos ensina em seu livro da vida que, apesar das experiências que teve com o Senhor, o que lhe impedia de alcançar a perfeição da alma era justamente o fato de não cortar o mal pela raiz. Ela mesma fala a forma pagã em que se vivia no Carmelo antes da reforma empregada por ela. Ela vivia entregue as vaidades. Enfim, era um grande mal.

Muitas vezes essa ocasião é a “ociosidade”. E tristemente, sabe-se lá o porquê, nós não arrancamos pela raiz este grande mal da nossa vida. Para resumir sobre o mal da ociosidade, lembre-se da tão conhecida frase: “Mente vazia é oficina do diabo”. E como é! E o demônio, astuto como é, muitas vezes camufla de virtude essa ociosidade ou enche-a de desculpas. Com isso, as pessoas não cortam pela raiz, mas acham ser necessário. Como isso se dá? Se dá por alguma fadiga, e a pessoa não só em algum momento fica ocioso, mas até mesmo busca a ociosidade, com a desculpa de licitude para “descansar”. Com isso, não vê que em muitos casos não é o corpo que está pedindo descanso, mas o demônio que tenta pela ociosidade, levando-o a ficar sem fazer nada, entregue a preguiça. E da preguiça vem a gula, a luxúria, e tantos e tantos pecados. E o mal começou onde? Ociosidade!

Antes de prosseguir sobre a ociosidade, quero citar um texto bíblico que fala da preguiça (que é pecado!) e entendamos como é um grande mau. Eis o que nos diz a Sagrada Escritura: “Ao preguiçoso é atirado esterco, só se fala dele com desprezo. O preguiçoso é apedrejado com excremento, quem o tocar sacudirá a mão.” (Eclesiástico 22,1). Forte, não? Na parábola dos talentos, nosso Senhor Jesus Cristo falando do servo mal que escondeu o talento na terra, se refere a ele com outro adjetivo além de “servo mau”: Servo mau e preguiçoso! […] E a esse servo inútil, jogai-o nas trevas exteriores; ali haverá choro e ranger de dentes.” (Mateus 25,26;30) - diz nosso Senhor. Portanto, vemos que a preguiça não é algo agradável a Deus. Até porque a preguiça é um dos pecados capitais. Mas dá pra ver como nosso Senhor repudia a preguiça. O servo mau, que pegou o talento e enterrou, podendo ter trabalhado para multiplicar, esconde. Nisso podemos ver nossa vida: o talento é o dom da nossa vida, e em vez de frutificarmos com as coisas do Céu, temos preguiça de trabalharmos pelo Reino, de nos convertermos, e enterramos nosso tesouro (nossa vida) nas coisas da terra. Afinal, as coisas terrenas, as coisas mundanas, o pecado, é mais fácil. Ser santo dá muito trabalho, e temos preguiça de trabalharmos no nosso interior, fugir das ocasiões de pecar, enfim, ser agradável a Deus dá trabalho e somos um poço de preguiça. Meus irmãos, essa é uma grande luta que devemos travar. Renunciemos a preguiça e a ociosidade, Deus não se agrade disso.

Se queremos ser santos, devemos evitar, com toda a nossa força com a graça de Deus, a ociosidade e a preguiça. Evitemos estes males. A ociosidade foi o que fez Davi cometer o grande pecado com Betsabé. Neste pecado de Davi, não podemos olhar somente o adultério. Para acontecer o adultério, houve uma raiz que permitiu que acontecesse a tentação. E esta raiz foi a ociosidade. Eis o que nos narra a Sagrada Escritura a respeito: “No ano seguinte, na época em que os reis saíam para a guerra, Davi enviou Joab com seus suboficiais e todo o Israel. Eles devastaram a terra dos amonitas e sitiaram Rabá. Davi ficou em Jerusalém. Uma tarde, Davi, levantando-se da cama, passeava pelo terraço de seu palácio. Do alto do terraço avistou uma mulher que banhava e que era muito formosa.[...] Então, Davi mandou mensageiros para a trazerem. Ela veio e Davi dormiu com ela [...] ”(2Samuel 11,1-4) Como podem ver, o grande erro de Davi foi se entregar à ociosidade. Ele, como Rei, devia ter ido com seu exército combater os inimigos. Ele simplesmente deixou o exército ir combater, e ficou em seu palácio entregue a “vida mansa”. Ora, se ele tivesse ido combater, não teria visto Betsabéia tomando banho, ardido de paixão (desejo impuro) por ela, dormido com ela... O adultério foi o pecado, mas o pecado não teria acontecido se ele não tivesse dado brecha para ele. Ah se Davi tivesse ido combater. Depois de cometer o pecado de impureza, Betsabéia engravida. O marido de Betsabéia, Urias, amigo do próprio Davi, depois de voltar do combate, não dormiu com ela. Portanto, não teria como fingir que o filho era dele, e não de Davi. Então Davi faz uma armação, põe Urias em um local estratégico do exército que sabe que ele morrerá. E é o que ocorre. Davi, porque preferiu ficar na ociosidade, cometeu pecado de adultério, engravidando assim a mulher de seu amigo, e praticamente mata seu amigo. É ou não uma grande desgraça? Mas antes mesmo de ele ter pecado no coração desejando betsabéia, ele ficou na ociosidade e na preguiça.
Assim acontece conosco. Lembro de uma vez que devia ter ido para o Grupo de Oração que participava aos domigos. Não fui para sair com os amigos, afinal, fazia tempo que não saia com os mesmos. Fazendo besteira de jovens, envolvemo-nos em um acidente de carro (que por graça de Deus não aconteceu nada grave!). Mas onde está o mal? Bom, se eu tivesse ido para o meu compromisso de estar no grupo de oração, aquilo não teria acontecido. De outra vez que quase caio em ato impuro (caso que conto em alguns videos e textos relacionados a castidade) era por volta de 15:00h. Se eu tivesse rezando o Terço da Misericórdia... E por aí vai. Se nós estivéssemos fazendo algo, ocupando a cabeça e o coração com coisas edificantes, não estaríamos tão empedernidos. E creio que saber disso ajudará muita gente. Sim, pois existe muitas pessoas que tiveram uma experiência real com Nosso Senhor Jesus Cristo, odeiam o pecado, amam a virtude, mas morrem na praia após nadar contra a correnteza. Não aguentam a pressão. Dizem que não conseguem ser santos, está difícil, pedem um socorro do Céu. Mas na realidade, se não se colocar em ocasião e passar a fugir da ocisodade, muitos pecados desaparecerão. O demônio tentará, mas a força da tentação será menor.

E não estou a inventar nada. Afinal, não é esta a regra de vida de São Bento? Ora et Labora (Orar e trabalhar!) Afinal, não veio do Céu o ensinamento para ele trabalhar manualmente e manter a vida de oração para ajudar a vencer as tentações? Para entender como o demônio tem força sobre uma alma omissa, preguiçosa e ociosa, olhem o que nos descreve Santa Faustina em seu Diário no número 1127: Em determinado momento, vi satanás, que se apressava em procurava alguém entre as Irmãs, mas não encontrava. Senti na alma a inspiração de lhe ordenar, em nome de Deus, que me confessasse o que estava procurando entre as Irmãs. E confessou, embora de má vontade: 'Estou procurando almas ociosas.' Então, novamente ordenei, em nome de Deus, que me dissesse a que almas tem mais fácil acesso no Convento e, outra vez confessou-me, de má vontade: 'As almas preguiçosas e ociosas.' Notei então que, de fato, não há tal gênero de almas nesta Casa. Alegrem-se as almas atarefadas e cansadas.” (Destaque nosso) - Compreendem isso, amados irmãos? Precisamos fugir da preguiça e da ociosidade. Não depois, amanhã, daqui a pouco, mas sim agora!

Pensem comigo: uma pessoa que está de fato atarefada, e não fica a murmurar, mas vive conformada com a vontade de Deus e as obrigações do seu estado, peca com menos frequência. A própria obrigação do seu estado de vida, caso viva-o de maneira correta conforme a vontade de Deus, o fará santo. Um padre que doa inteiramente a sua vida pela santificação do seu rebanho, será santificado. Agora se o padre sempre se esquiva de confessar, não celebra sempre a Missa, não reza, sempre está ocioso... Logo logo vem uma tentação das grandes, e nos dias de hoje tentações que tem nome, sobrenome, sexo feminino e carta de envio do diabo para tirar mais um sacerdote da Igreja. Será que em muitos padres que saem da Igreja não estava a ociosidade? É verdade que muitos saem apesar de muito trabalho empregado, mas devo também dizer que, muitas vezes, trabalho que não condiz com a vida de padre. O padre hoje é envolvido com reuniões por cima de reuniões, plano pastoral por cima de plano pastoral, ação social e sei lá o que; mas a missão de padre que ele deve exercer: confessar, celebrar a Missa, batizar, pregar, etc., cadê o padre? Obviamente o padre, mesmo com a verdadeira vocação (até pelos anos que se preparou para ser padre) irá se frustrar, pois o coração não será preenchido. Pois o que preenche ficou em segundo plano.
Enfim, voltemos a meditar sobre a ociosidade e a preguiça. Creio eu que um dos remédios para se livrar do vício da pornografia e da masturbação seja o “Ora et Labora”. Sim, se a pessoa que tem este vício, comete estes atos que são sim pecados, para conseguir se libertar deve: confessar com frequência, buscar até confessar o mais rápido possível após a queda; Buscar Comungar todos os dias; e ter uma devoção mariana rezando ao menos um Terço todos os dias. Somado a isso, deve-se fugir das ocasiões. Se você se entregar a ociosidade, logo vem a tentação. Raciocine comigo: se um jovem acorda cedo para ir trabalhar, passa o dia todo trabalhando, a noite vai para a faculdade ou para a escola, quando ele chegar vai fazer o que? Meu irmão, esta pessoa vai estar tão cansada que vai capotar na cama. Muitos vão ligar o computador, mas logo irão capotar na cama. Outros ficarão mais tempo pra fazer trabalhos. Agora masturbação... Normalmente só se já tiver chegado ao grave estado de compulsão, e aí dará mais trabalho. Mas os remédios são estes já citados. Mas conseguem compreender o que quero falar aqui? Se a pessoa trabalha, rala, le bons livros, enfim, ocupa a mente com coisas que edificam, o demônio não fará a festa na mente da pessoa. O demônio tentará contra pureza, porém, a pessoa terá mais “jogo de cintura” para fugir. São Francisco de Assis se jogou na geleira para não cometer pecado impuro quando veio a tentação. Porém ele não era ocioso, pois se ele fosse, quantas e quantas geleiras teria que se jogar? Uma hora ele ficaria saturado, cansado, e diria que era impossível viver a castidade. Sim, é possível. Mas enquanto você e eu ficarmos o dia todo no facebook (vez ou outra aparecendo figuras imorais) deitado na rede, pensando bobeira, quando a gente olhar não está nem sendo tentado, mas já consumando o ato pecaminoso. Não camuflemos nossa preguiça com a necessidade do corpo descansar. Uma coisa é descansar, outra é passar o dia todo largado.

Fica o dia todo ocupado? Trabalha muito? Anda casado pela labuta do dia a dia? Meu irmão, minha irmã, como diz Santa Faustina: “ALEGREM-SE AS ALMAS ATAREFADAS E CANSADAS!” No dia que você ficar sem tarefa e sem cansaço pelo trabalho, faça uma boa revisão de vida. E lembro de mais uma coisa: será que também ficamos entregues a ociosidade, estamos doente de preguiça, porque quando o corpo pede descanso real, nós estamos entregando ele a mais pecados? Por exemplo, no dia do Senhor, no domingo, que é o dia que Deus nos deu para o culto e para descansarmos, o que temos feito? Tem gente que tem se cansado mais procurando trabalhos exagerados e indo a festas. Além de pecar, durante a semana diz estar cansado, e se entrega, pelo ócio, a mais pecados.

Após essa reflexão, que tal quando bater aquela tentação de faltar o trabalho (afinal está frio, ou quente, ou qualquer motivo) se decidir ir trabalhar para não ficar o dia todo na ociosidade? Você já sabe o que fazer quando der aquela vontade de faltar a escola, faculdade, estágio, trabalho, etc. Pelo contrário, procuremos ocupar o tempo. E tenhamos tempo para a oração, adorar o Santíssimo... E sempre trabalhemos em espírito de oração. E no mais, se tivermos tempos ociosos, procuremos ler bons livros, vida dos santos, bons filmes (filmes puros, e não que tem imagens e temas obscenos e temas infernais que fazem é dar opressão espiritual). Se aparece tempo vago, procure preencher este tempo.


Salve Maria Imaculada, nossa Co-Redentora e Mãe!

sábado, 12 de julho de 2014

A história de um evangélico batista que encontrou a plenitude da fé no catolicismo.

24globe-rome-vaticannight-blogSpan
No dia seguinte à quarta-feira de cinzas de 2012, eu liguei para a minha mãe do meu dormitório no Seminário Teológico Batista do Sul e contei a ela que estava pensando em me tornar católico.
 
“Você não vai se tornar católico, você só sabe que não é batista“, disse ela.
 
“Não, mãe, eu acho que não é só isso”.
 
Pausa. “Ah, meu Deus”, ela suspirou.
 
Eu comecei a chorar.
 
Não tenho como enfatizar o suficiente o quanto eu odiava a simples ideia de algum dia virar católico. Fui reticente até o último instante. Poucos dias antes de abandonar a Igreja batista, eu cheguei a enviar um sermão para um concurso; estava decorando o Salmo 119 para me convencer da “sola scriptura”; marcava reuniões com professores para ouvir os melhores argumentos contrários ao catolicismo; lia livros protestantes sobre o catolicismo, de propósito, em vez de livros de autores católicos.
 
Além disso, eu sabia que ia perder o subsídio para moradia e teria que devolver o valor da bolsa se abandonasse o seminário, sem falar da decepção para a minha família, amigos e para a dedicada comunidade da igreja.
 
Mas quando eu tentava estudar, desabava na cama. Tudo o que eu queria era gritar com o livro: “Quem disse?”.
 
Eu tinha vivido uma grande mudança de paradigma na minha maneira de pensar sobre a fé. E a questão da autoridade apostólica surgia mais forte do que nunca.
 
Mas vamos voltar alguns anos no tempo.
 
Eu cresci num lar protestante evangélico. Meu pai se tornou pastor quando eu estava na quarta série. Durante o ensino médio, eu me apaixonei por Jesus Cristo e pelo seu precioso Evangelho e decidi me tornar pastor também.
 
Foi nessa época que eu endureci a minha convicção de que a Igreja Católica Romana não seguia a Bíblia. Quando perguntei a um amigo pastor por que os católicos diziam que Maria permaneceu virgem depois do nascimento de Jesus, se a Bíblia diz claramente que Jesus teve “irmãos”, ele simplesmente fez uma careta: “Porque eles não leem a Bíblia”.
 
O livro “Don’t Waste Your Life” [Não desperdice a vida], de John Piper, me fez enxergar um chamamento ao trabalho missionário. Passei o verão seguinte evangelizando os católicos na Polônia.
 
Fiquei surpreso quando visitei os meus pais, depois disso, e encontrei um livro intitulado “Born Fundamentalist, Born Again Catholic” [Nascido fundamentalista, renascido católico] em cima da mesa do meu pai. Por que o meu pai estaria lendo uma coisa dessas? Fiquei curioso e, como não tinha trazido nada para ler em casa, dei uma olhada no livro.
 
As memórias de David Currie, que abandonou a sua formação e o seus ministérios evangélicos, foram desconfortáveis para mim. Sua defesa sem remorsos de doutrinas controversas sobre Maria e o papado eram chocantes; eu nunca tinha pensado seriamente que os católicos tivessem argumentos sensatos e embasados para defender essas crenças.
 
A presença do livro na mesa do meu pai foi explicada com mais detalhes alguns meses depois, quando ele me ligou e disse que estava retornando ao catolicismo da sua juventude. Minha resposta? “Mas você não pode simplesmente ser luterano ou algo assim?”. Eu me senti traído, indignado e furioso. Nos meses seguintes, servi como pastor de jovens na minha igreja local e, nos tempos livres, lia sobre o porquê de o catolicismo estar errado.
 
Foi quando encontrei um artigo que falava de uma “crise de identidade evangélica”. O autor pintava um retrato de jovens evangélicos crescendo num mundo pós-moderno, desejosos de encontrar as suas raízes na história e sedentos do testemunho motivador de quem permaneceu firme em Cristo durante épocas cambiantes e conturbadas. Mas, na minha experiência, a maioria das igrejas evangélicas não observava o calendário litúrgico, o credo dos Apóstolos nunca era mencionado, muitos cantos só foram escritos a partir de 1997 e, quando se contava algum relato sobre um herói da história da Igreja, invariavelmente se tratava de alguém posterior à Reforma. A maior parte da história cristã, portanto, passava em branco.
Pela primeira vez, eu entrei em pânico. Encontrei uma cópia do catecismo católico e comecei a folheá-lo, encontrando as doutrinas mais polêmicas e rindo das tolices da Igreja católica. Indulgências? Infalibilidade papal? Esses disparates, tão obviamente errados, me tranquilizaram no meu protestantismo. A missa me soava bonita e a ideia de uma Igreja visível e unificada era atraente, mas… à custa do Evangelho? Parecia óbvio que o demônio construía uma grande organização para afastar muita gente do céu.
 
Sacudi a maioria das minhas dúvidas e aproveitei o restante do meu tempo me divertindo com o grupo de jovens e compartilhando a minha fé com os alunos. Qualquer dúvida, resolvi, seria tratada no seminário.
 
Comecei as minhas aulas em janeiro, com a mesma emoção de um fanático roxo por futebol indo para a final da Copa do Mundo. As aulas eram fantásticas e eu pensei que tinha finalmente me livrado de todos aqueles problemas católicos.
 
Mas, poucas semanas depois, mais dúvidas me assaltaram. Estávamos estudando as disciplinas espirituais, como a oração e o jejum, e eu fiquei cismado com a frequência com que o professor pulava de São Paulo para Martinho Lutero ou Jonathan Edwards ao descrever vidas admiráveis ​​de piedade. Será possível que não aconteceu nada que valesse a pena nos primeiros 1500 anos do cristianismo? Este salto na história continuaria me incomodando em muitas outras aulas e leituras propostas. A maior parte da história da Igreja anterior à Reforma era simplesmente ignorada.
 
Eu logo descobri que tinha menos em comum com os padres da Igreja primitiva do que eu pensava. Diferentemente da maioria dos cristãos na história, a comunhão sempre tinha sido, para mim, apenas um pouco de pão e suco de uva ocasionais e o batismo só me parecia importante depois que alguém tinha sido “salvo”. Esses pontos de vista não apenas contradiziam grande parte da história da Igreja, mas, cada vez mais, evocavam passagens desconfortáveis da Bíblia que eu sempre tinha desdenhado (João 6, Romanos 6, etc.).
 
Outras perguntas que eu tinha enterrado começaram a reaparecer, mais ferozes, exigindo uma resposta. De onde foi que veio a Bíblia? Por que a Bíblia não se autoproclamava “suficiente”? As respostas protestantes, que tinham me bastado no passado, já não eram satisfatórias.
 
Foi lançado nesse tempo um vídeo viral de Jefferson Bethke no YouTube, “Por que eu odeio a religião, mas amo Jesus”. O jovem tinha boas intenções, mas, para mim, ele apenas validava o que o Wall Street Journal tinha chamado de “perigosa anarquia teológica dos jovens evangélicos”, tentando separar Jesus da religião e perdendo muito no processo.
 
O ponto de inflexão foi a quarta-feira de cinzas. Uma igreja batista em Louisville realizou uma cerimônia matutina e muitos estudantes compareceram às aulas com as cinzas ainda na testa. Na capela, naquela tarde, um professor famoso pelo empenho apologético anticatólico expôs a beleza dessa tradição milenar.
 
Depois disso, eu perguntei a um amigo do seminário por que a maioria dos evangélicos tinha rejeitado essa linda tradição. Ele respondeu com alguma coisa sobre fariseus e “tradições meramente humanas”.
 
Eu balancei a cabeça. “Não, eu não consigo mais”.
 
A minha resistência ao catolicismo começou a se desvanecer. Eu me sentia atraído pelos sacramentos, pelos sacramentais, pelas manifestações físicas da graça de Deus, pela Igreja una, santa, católica e apostólica. Não havia mais como negar.
 
Foi no dia seguinte que eu liguei para a minha mãe e contei a ela que estava pensando em me tornar católico.
 
Faltei às aulas da sexta-feira. Fui para a biblioteca do seminário e olhei os livros que eu tinha me proibido de olhar, como o catecismo e os últimos textos do papa Bento XVI. Eu me sentia como se estivesse vendo pornografia. No sábado, fui à missa das cinco da tarde. O grandioso crucifixo da igreja me fez lembrar de quando eu considerava os crucifixos um prova de que os católicos não tinham mesmo entendido a ressurreição.
Mas desta vez eu vi o crucifixo de modo diferente e comecei a chorar. “Jesus, meu Salvador sofredor, Tu estás aqui!”.
 
A paz tomou conta de mim até a terça-feira, quando a realidade me atropelou. Fico ou vou? Fiz vários telefonemas em pânico: “Eu literalmente não tenho ideia do que eu vou fazer amanhã de manhã”.
 
Na quarta-feira de manhã, eu acordei, abri meu laptop e digitei “77 razões pelas quais estou deixando de ser evangélico”. A lista incluía coisas como a “sola scriptura”, a justificação, a autoridade, a Eucaristia, a história, a beleza e a continuidade entre o Antigo e o Novo Testamento. Os títulos e os parágrafos fluíam dos meus dedos como a fúria das águas que explodem uma represa secular.
 
Poucas horas depois, em 29 de fevereiro de 2012, eu saí de Louisville para evitar confundir mais alguém e esperando que eu próprio não estivesse cometendo um erro.
 
Os meses seguintes foram dolorosos. Mais do que qualquer outra coisa, eu me sentia envergonhado e na defensiva, indagando de mim mesmo como é que a minha identidade e o meu plano de carreira tinham se deixado abalar tão rapidamente. Mesmo assim, eu entrei para a Igreja no dia de Pentecostes com o apoio da minha família e comecei a procurar trabalho.
 
Muita coisa mudou desde então. Eu conheci Jackie no site CatholicMatch.com naquele mesmo junho. Casei com ela um ano depois e comemoramos o nascimento da nossa filha Evelyn em 3 de março de 2014. Vivemos agora no Estado de Indiana e eu estou feliz no meu novo trabalho.
 
Ainda sou novato nesta jornada católica. Para todos os que ainda se questionam, eu posso dizer que o meu relacionamento com Deus só tem se aprofundado e fortalecido. Enquanto vou me envolvendo com a paróquia, me vejo muito grato pelo amor à evangelização e à Bíblia que aprendi no protestantismo.
 
Não acho que eu tenha abandonado a minha fé anterior, mas sim que eu consegui preencher as suas lacunas. Hoje eu dou graças a Deus por ter recebido a plenitude da fé católica.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Testemunho de graça alcançada pelas Velas de Pentecostes e intercessão de Nossa Senhora


Salve Maria Imaculada, nossa Co-Redentora e Mãe!

Meus irmãos e irmãs, quero neste post testemunhar uma graça que Deus concedeu à minha família. A cura de minha avó paterna que já estava desenganada pelos médicos. Sendo assim, um milagre, alcançada graças a intercessão de Nossa Senhora e as Velas de Pentecostes.

Para que não conhece as Velas de Pentecostes, trata-se de uma devoção popular aqui de Brasília, começada há alguns anos, quando o Padre Moacir Anastácio ouviu uma voz ao final da Missa (voz de Deus) mandando ele começar a festa de Pentecostes. No caso seria ficar como os Apóstolos em oração, da ascensão do Senhor até o dia do Pentecostes. Assim ele fez. E no ano seguinte ele escutou a mesma voz que dizia para mandar o povo levar 3 velas nos últimos dias da semana de Pentecostes (1 na sexta para consagrar ao Pai; 1 no sábado para consagrar ao Filho; e 1 no domingo, dia de Pentecostes, para consagrar ao Espírito Santo) para serem consagradas, e que acendessem no momento mais difícil da vida que o milagre aconteceria. Conta o padre que já na segunda feira chegou o primeiro testemunho. E assim milhares e milhares de pessoas testemunham as graças alcançadas graças a esta devoção, que ano após ano arrasta milhares (e agora milhões) de pessoas para celebrar a Festa de Pentecostes.

Iniciemos o relato dos fatos. Bom, gostaria de saber o nome das doenças e coisas do tipo para dar “corpo” ao testemunho. Mas como ela mora no Rio Grande do Norte e eu em Brasília, vou contar de forma simples, conforme vivi este caso. Chegou-se a noticio de que minha avó esta muito doente e até tinha ficado internada. Ficamos todos muito preocupados com ela. A angústia aumentava pela dificuldade de informação com as pessoas lá no RN. Por fim ficamos sabendo que o estado dela era grave. Muito grave. Até hoje eu não sei o que ela teve. Ao que parece chegou a ficar em coma. Eis que chegou a notícia aqui que podíamos nos preparar para o pior, pois ela morreria. Os médicos disseram que não podiam fazer mais nada – pelo que contam. Estavam todos esperando a morte dela. Minha avó já tem certa idade e teria que passar por uma séria cirurgia. Sabendo da gravidade da situação, entrei em contato com meu tio no RN e pedi notícias. Ele disse que só um milagre a salvaria, pois os médicos já faziam o que podiam. Eu então lhe falei que podia se despreocupar, pois ela ficaria boa, pois acenderia as velas de Pentecostes; e se não estou enganado ainda lhe afirmei que pediria a intercessão de Nossa Senhora. Ele, como bom protestante que é, disse que só orasse para Jesus, que só Jesus poderia fazer alguma coisa. Pois bem, Jesus fez, por meio de Maria Santíssima e das Velas de Pentecostes.

Meu tio que mora aqui em Brasília, também protestante, disse que não tinha fé, e já estava se preparando para a morte dela. Dissemos pra ele que rezaríamos e acenderíamos as Velas de Pentecostes na intenção dela. Ele não botou muita fé. Pois bem, minha mãe e eu pegamos as três velas consagradas em Pentecostes, acendemos na intenção de minha avó e rezamos um Terço pedindo a intercessão de Nossa Senhora. Também tinha pedido para minha madrinha rezar por minha avó. Ela rezou e afirma que ao rezar lembrava muito do Testemunho da Irmã Themis que dizia que Nossa Senhora é mãe dos católicos, dos protestantes e até dos ateus.

Confiando na promessa de Deus sobre as velas de Pentecostes e na onipotência suplicante da intercessão de Nossa Senhora, ficamos tranquilos e confiantes em sua recuperação. O médico a operou. Segundo conta minha avó, o médico deu os pontos com uma linha qualquer, parecendo fitilho ou algo do tipo, sem fazer o serviço direito, pois achava que quando voltasse no pós operatória já estaria morta. Qual surpresa ver que estava vivinha. Qual surpresa ver que logo teve alta. Mas sabe-se lá o porquê, quando já estava em casa, aconteceu que – segundo o que dizem – minha avó espirrou e a cirurgia abriu. E com as entranhas a vista foi socorrida. Todos achavam que dessa vez “morria de vez”; mas o milagre foi pra valer, e ela voltou sã e salva. E já viajou para Brasília algumas vezes, boa de saúde.

Diz ela ter visto Jesus em um momento em que estava no hospital. Mas sempre falamos pra ela que o milagre aconteceu após termos acendido as Velas de Pentecostes. Aqui não é uma guerra entre Protestante e Católicos, onde quero dizer que Deus cura aqui e não lá; mas quero dizer que, eles reconhecendo ou não, Deus operou maravilhas, e eles são testemunhas disso. Meus tios protestantes desacreditaram, mas tem que reconhecer que graças as Velas de Pentecostes e a intercessão de Nossa Senhora minha avó ficou curada. Aquela que já davam como morta, vive pra glória de Deus.
* * *

Aproveitando que estou escrevendo sobre graças pelas Velas de Pentecostes, quero aproveitar e contar outra graça. O pai da minha madrinha descobriu que estava com tumor na cabeça. Apesar de não ser maligno, havia um grande risco. Acendemos as Velas de Pentecostes e a cirurgia foi bem-sucedida assim como também a recuperação.


sexta-feira, 4 de julho de 2014

Copa do mundo de Futebol: Alegria ou devassidão? Festa ou perdição?



Salve Maria Imaculada, nossa Co-Redentora e Mãe!

Meus queridos irmãos e irmãs, quero fazer uma breve reflexão sobre este evento que ocorre em nosso país. Sim, quero falar sobre a Copa do Mundo de Futebol. Em sua maioria o povo brasileiro é apaixonado por futebol. Quando uma mulher dá a luz a um garoto, é bem provável que este ganhe bem cedo uma bola de futebol. Quando um filho ou uma filha nasce, os pais e parentes logo discutem pra qual time a criança torcerá. E não poucas vezes quando a criança cresce contraria os pais mais fanáticos e torcem para seus rivais. Enfim, o futebol está na vida do povo brasileiro. Aliás, não só do povo brasileiro, mas boa parte do mundo respira, de certo modo, o futebol. Não é atoa que o futebol é o esporte mais popular no mundo. Mas por que quero falar de futebol neste blog religioso? Eis que provavelmente você faz esta pergunta e acrescenta “Todo mundo falando de futebol, Neymar, seleção brasileira, etc., e até você com o blog católico está falando disso?”. Eu sei que parece estranho, mas meu coração anseia em fazer uma reflexão sobre esta Copa; ou melhor dizendo, quero refletir como o povo tem apreciado tal evento. Deixando mais as claras: os cristãos, de maneira particular, os católicos, como estão assistindo os jogos do Brasil: como seguidores de Cristo ou como pagãos?

Algumas seitas protestantes exageram na dose e chegam a pregar de veementemente que futebol é pecado. Sabemos que jogar e torcer por um time de futebol não é pecado. É bem verdade que em volta do futebol há muita idolatria. Um caso fácil de percebermos isso são as chamadas “Torcidas Organizadas” onde existe um verdadeiro crime contra a vida; onde ser humano mata outro por causa de um jogo ou por causa de camisa de torcida (Escrevo mais ou menos sobre essa idolatria e/ou fanatismo em um outro post aqui do blog, clique aqui e confira). Entretanto o esporte em si não pode ser colocado como um pecado por ele mesmo. Se alguém coloca o futebol, um time ou qualquer coisa acima de Deus, está pecando; mas não podemos generalizar. Até porque o próprio São Paulo para evangelizar usa o esporte como exemplo quando diz “Nenhum atleta será coroado, se não tiver lutado segundo as regras.”(2Timóteo 2,5). São Paulo não diz que o atleta está em pecado, ou que o esporte por ele mesmo é pecado. Mas usa de uma comparação para dizer que também para entrar no Reino dos Céus é preciso seguir as regras, ou seja, os santos mandamentos de Deus.

Sabendo que o futebol não é pecado em si mesmo, quero dizer a todos que possamos torcer como cristãos, e não como pagãos. No livro bíblico de Tobias, quando este se casa com Sara, eles não vão direto para as núpcias, mas passam três dias em oração. Tobias sabiamente inspirado diz o do porquê: “porque somos filhos dos santos patriarcas e não nos devemos casar como os pagãos que não conhecem a Deus.”(Tobias 8,5). Fazendo uma pobre analogia do casamento de Tobias e Sara, com o futebol, quero dizer que também nós não podemos assistir um jogo de futebol ou comemorar uma vitória como os pagãos. Futebol não é pecado, é verdade, mas como eu reajo em um jogo pode ser pecado sim. E se somos católicos verdadeiramente, devemos assistir os jogos como autênticos católicos, não como pagãos. Somos filhos da Igreja, e não filhos da serpente. Como temos reagido aos jogos? Palavrões? Bebedeiras? Até mesmo orgias? Absurdo o que falo? Bom, é o que o barulho vindo das ruas e das casas sugerem...

O futebol gera alegria. A alegria por sua vez é um fruto do Espírito Santo. Mas infelizmente muitos fazem daquilo que é fruto do Espírito, oportunidade de pecar contra o próprio corpo. A alegria que o futebol gera naturalmente, pelo pecado enraizado no homem, tem sido transformada em oportunidade de ofender a Deus. E reflitamos sinceramente: a cada vitória do Brasil o que fica: alegria sadia pela vitória, ou a oportunidade de um carnaval fora de época?

Muitos têm extravasado nas comemorações. É claro que – como bem diz um narrador - “haja coração!”. Bom, de fato é bem natural uma certa agitação. Entretanto, virar esse carnaval todo é algo preocupante. Muito preocupante. Deus tem sido ofendido. Devemos reparar. Aliás, comecemos reparando o nosso próprio pecado...

Nós podemos e devemos torcer de forma cristã. Você sabia que o Papa Bento XVI aprecia futebol? Nosso “Pastor Alemão” é torcedor do Bayer de Munique. Mas não consigo imaginá-lo assistindo jogo com palavrões sujos, mandando adversários a lugares e fazer coisas que não mencionarei. Não consigo imaginá-lo após uma vitória do seu time ou da seleção alemã, fazendo carnaval com músicas imorais.

Ah mas isso era Bento, agora temos Francisco. Ótimo. Também não consigo imaginar o Papa Francisco com comportamentos do tipo. E olha que como um bom sulamericano aprecisa o futebol. Aliás o Papa Francisco vem da Argentina que tem fama de ter torcidas de futebol bem calorosas. Ele é torcedor do San Lourenzo. Enfim, não consigo imaginar o Papa Francisco num carnaval desse... Até porque o que ele mesmo tem pregado é que só Jesus dá a alegria verdadeira, a alegria que não passa. E é bem verdade isso, e talvez por não conhecerem a Jesus, pelo Brasil necessitar de ser catequizado, é que após termos uma alegria natural gerada pelo futebol, não a conservamos no espírito, mas abastecemos o corpo com os nossos pecados, porque no fundo somos vazios. E como a alegria do futebol acabou algum tempo depois do apito final, devo alimentá-la com outra coisa. E aí é que entra o alcool, drogas, sexo, rebeldias, etc.

Um grande exemplo de pessoa que apreciava por demais o esporte, é o nosso queridíssimo São João Paulo II. Já quando Papa, dizem alguns, foi esquiar onde costumava ir. Dizem que estava remando quando recebeu a notícia que foi nomeado para ser Bispo (ouvi dizer algo do tipo, não sei se é verdade ou eu mesmo estou confundindo as coisas). Mas sinceramente, vocês conseguem ver João Paulo II aprovando essa bagunça toda de pecados da carne após uma vitória de futebol? Logo João Paulo II, nosso querido santo de nossos dias, que escreveu a Teologia do Corpo, iria aprovar isso? Acho que não. São João Paulo II amava o esporte, mas ele praticava e torcia como um autêntico cristão, como santo, e não como pagão.

É triste você sair na rua e ver que mal acabou o jogo e já tem gente sendo carregada por outros de tão bêbada. Farras, alcool. Garotas andando com suas roupas “tapa-sexo” de tão curta. Músicas imorais com suas danças pecaminosas. Casas que mais parecem danceterias. Fora as brigas que ocorrem, mortes por assassinatos. Outros por excesso no alcool e outras drogas. Quantos serão os contaminados pela Aids? Quantos agravarão a cirrose? Quantos nessa noite e no restante dos jogos terão overdose de drogas e morrerão agonizando? Quantas crianças serão assassinadas no ventre de suas mães, porque essas, atraídas pelo prazer pelo prazer, tiveram ato sexual após uma noite de luxúria, e ao se ver grávida, não desejando a criança, prefere matar? Quantos e quantos são os casos semelhantes? E tudo camuflado de comemoração. Joga-se um manto verde e amarelo e dizem que são brasileiros com muito orgulho, com muito amor. No outro dia a ressaca não passa, e nem o vazio interior.

Em meio a esse carnaval fora de época, as pessoas fazem toda essa pederastia verdadeiramente camuflando como comemoração. São “patriotas” e festejam não sei se a vitória do time ou a oportunidade de mais um dia de – perdoe-me o termo pesado – prostituição. Muitos gritam “vai Brasil! Tamo Junto! Força Brasil!”. Mas pergunto-me: será que existe alguém que olhe para o Céu e grite com a alma: “Jesus Cristo, tamo junto! Eis que quero reparar as ofensas que se cometem contra ti!” É meus irmãos, nessa Copa, assim como nos Carnavais, deveríamos publicar dias de penitência, jejum, orações públicas, pois o cálice da ira de Deus está transbordando, e até no momento de alegria – como é a Copa- estamos ofendendo mais a Deus. Mas com tanta gente apoiando a seleção brasileira, não terá ninguém que apoie o coração de Cristo sofredor? Não terá ninguém que responderá positivamente o pedido de Nossa Senhora aos três pastorinhos em Fátima: “Quereis oferecer-vos a Deus para suportar todos os sofrimentos que Ele quiser enviar-vos, em ato de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido, e de súplica pela conversão dos pecadores?” Óh, como é urgente o aparecimento de católicos com corações adoradores, corações reparadores. Será que não há nenhum? Por isso o próprio Deus nos fala: “A população da terra se entrega à violência e à rapina, à opressão do pobre e do indigente, e às vexações injustificáveis contra o estrangeiro. Tenho procurado entre eles alguém que construísse o muro e se detivesse sobre a brecha diante de mim, em favor da terra, a fim de prevenir a sua destruição, mas não encontrei ninguém. Por isso, vou desencadear sobre eles o meu furor e exterminá-los no fogo da minha exasperação; farei cair sobre eles o peso de sua conduta – oráculo do Senhor Javé.”(Ezequiel 22,29-31) – Meus queridos irmãos e irmãs, sejamos nós estas almas que construirão este muro, e sobre a brecha, com nossas orações e sacrifícios, por meio do Doce Coração de Maria, detenhamos o braço da ira de Deus previnindo a destruição da humanidade. Jesus é o nosso salvador; mas também será nosso juiz. Nosso Senhor já está muito ofendido. Por isso nestes tempos de grande ofensa feita à Deus, reparemos o coração de Cristo e o de Maria, pela própria Imaculada, pois é Ela quem tem detido o braço da ira de Deus. No número 686 do Diário de Santa Faustina, ela descreve: À noite, via a Mãe de Deus com o peito descoberto transpassado por uma espada, derramando lágrimas amargas e nos defendendo do terrível castigo de Deus. Deus quer nos aplicar um terrível castigo, mas não pode, porque a Mãe de Deus nos defende.” Por isso recorramos sempre à Imaculada, e neste tempo de desordem, de grandes ofensas a Deus e também a Nossa Senhora, possamos oferecer a nossa Co-Redentora, a Virgem Maria, nosso Terço ou Rosário aos que podem mais.

É, meus irmãos, torcer por futebol não é pecado. Mas se formos sinceros, vemos nessas oportunidades o quanto a humanidade geme e sofre longe de Deus. O Brasil que segundo alguns é o maior país católico do mundo, dá sinais que precisa de uma nova evangelização. Precisamos de novos São Josés de Anchieta. Precisamos de novos mártires. Precisamos de você, meu irmão(a) pra dar a vida pra salvar uma alma. Como bem ensinava Santa Catarina de Sena a seus filhos espirituais, devemos dar mil vidas, se possível for, pra salvar uma alma do inferno. E falando em inferno, Nossa Senhora disse em Fátima que MUITAS ALMAS VÃO PARA O INFERNO POR NÃO HAVER QUEM REZE E SE SACRIFIQUE POR ELAS. E sabendo que a cada comemoração de vitória – imagine com o título da Copa? - o que se vê são ofensas feitas a Deus, encerro este post com as palavras da Virgem Imaculada em Fátima: PAREM DE OFENDER A DEUS QUE JÁ ESTÁ MUITO OFENDIDO!

Salve Maria Imaculada, nossa Co-Redentora e Mãe!



Quem o Demônio mais odeia dentro da Igreja?

Padre José Fortea
Padre José Fortea
E quem nos ajuda a entender um pouco mais sobre esta pergunta é Padre José Fortea, Exorcista espanhol.
“A Igreja conta entre os seus membros com Cardeais, Bispos, Pastores de todos os tipos, teólogos, pessoas que trabalham com a Caridade, Missionários etc…Mas o que o demônio odeia mesmo é
ASCETICISMO. Isso nós podemos dizer com segurança, porque ninguém é tentado tanto quanto aquele que é dedicado à ascese. Caso aquele que realize uma função eclesial ou um ministério, leve nisso os anos que for, se decide começar uma vida mais ascética, comprovará que as tentações se multiplicam por cem. Isso se deve ao fato de que o Maligno sabe muito bem que a ascese é uma força poderosíssima, é a força da Cruz, e a força da Cruz quebra a influência dele no mundo. Alguém poderia dizer que o demônio mais deveria temer é o amor e, portanto, o que mais ele deveria odiar seriam as obras de caridade. Mas ele sabe que àquele que inicia o caminho de ascese, se perseverar, Deus concederá o dom da caridade em grau supremo. Entretanto, aquele que se dedica exclusivamente a realizar as obras de caridade pode nunca chegar a uma vida ascética.
Há pessoas que têm dedicado sua vida inteira às obras de caridade, e, contudo, abrigam muitos defeitos em sua alma. Alguém pode dedicar – se a ajudar os pobres e os enfermos, por exemplo, entretanto fazê – lo com murmurações, críticas, desobediência, etc. Porém, se o asceta perseverar na purificação gradual de sua alma, obterá todos os dons. Por isso o demônio odeia o asceta com maior intensidade que a hierarquia eclesiástica ou mesmo aos exorcistas. O exorcista expulsa um, dois, uma dúzia de demônios…O asceta quebra de um modo muito mais poderoso a influência demoníaca neste mundo, simplesmente por ostentar sobre seu corpo e seu espírito a paixão cotidiana de sua vida crucificada.”

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Thiago Silva, o capitão da seleção brasileira se livrou do aborto para se tornar o maior zagueiro do mundo.

ThiagoSilva_Brasil_Campeao_Confederacoes_NiltonFukuda_Estadao_30062013_630_380


Recentemente, um quadro do principal telejornal da Rede Globo de Televisão contou a história do capitão da seleção brasileira e uma declaração surpreendente da mãe de Thiago Silva chamou atenção, dona Ângela da Silva teve desejo de abortar e afirmou: “Eu cheguei a chorar no colo do meu pai dizendo: ‘ pai, eu não quero fazer o aborto, mas eu também não tenho condição de criar mais um filho”. O pai a convenceu de ter o bebê e ela conta: “Ele não deixou que eu fizesse isso, que cometesse um pecado!”
Hoje, o caçula de dona Ângela é o maior zagueiro do mundo, atleta exemplar, capitão da seleção brasileira e será o responsável por erguer a taça FIFA caso a seleção brasileira seja campeã do mundo dentro de casa.
Histórias como esta nos lembram uma famosa conversa entre Madre Teresa e líderes americanos que pediram a ela que rezasse para que Deus enviasse homens sábios que conseguissem descobrir a cura da AIDS e do câncer, ela, taxativamente respondeu: Deus já mandou, mas vocês abortaram!
Que a história de Thiago Silva nos inspire a dizer sempre sim a vida, maior valor que um ser humano pode ter.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

A santidade é reconhecer-se pecador necessitado de conversão.


Salve Maria Imaculada, nossa Co-Redentora e Mãe!

O que é ser santo? Como ser santo? Como agradar a Deus? Eis a grande luta do cristão: lutar contra si mesmo para fazer não a própria, mas a vontade do Pai. Como é difícil ser santo! Como é amargo. Como é doce... Difícil? Sim. Impossível? Obviamente que não. Se a santidade fosse algo impossível, Deus não teria dito “Sede santos, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou santo” (Lev. 19,2). Se Deus mesmo me pede a santidade, por que exito em viver a santidade, a radicalidade do Evangelho. Em outras palavras: Por que ainda exito em amar a Deus sobre todas as coisas?

A medida que vai aumentando o nosso tempo de caminhada na Igreja, a vida de intimidade com Deus pela oração, vivência dos sacramentos, enfim, vamos mudando a mentalidade a cerca da santidade. Não que depois de um tempo devemos relaxar e relativizar as coisas. Quando falo que “mudamos a mentalidade” é que damos uma saída do sonho, e vivemos a realidade. E muitos caem e voltam a vida velha, colocam a mão no arado e voltam para trás, pra vida podre, suja, na lama pérfida do pecado, porque enxergam a santidade como um sonho, algo inalcançável, em que ou Deus extraordinariamente me muda, ou não tem como ser santo. E não é bem assim. Para ser santo é preciso uma contribuição minha. A maior parcela, ou melhor, tudo quem faz é Deus. Se eu tenho algo a fazer é querer. Será mesmo que quero ser santo? Eu quero amar a Deus sobre todas as coisas?

Quando nós tivemos a nossa primeira experiência com Cristo ficamos entusiasmados. Nós encontramos Aquele que nos preenche. Eis que tivemos uma experiência real e concreta com o Ressuscitado que passou pela Cruz. Jesus Cristo, nosso Senhor, preenche todos os vazios do nosso ser. Nosso coração é dilatado e recebemos o precioso dom do Santo Espírito de Deus. Como é belo. Como é bom ver que Deus nos ama apesar das nossas misérias. A maioria de nós quando tivemos essa experiência real com o amor de Deus, bendizemos e exultamos a misericórdia de Deus, pois vimos em que lamaçal estávamos, e vimos que foi Cristo que veio ano nosso encontro. A iniciativa foi, é e sempre será d'Ele. Ficamos agradecidos, pois pelos nossos pecados merecíamos o inferno; mas Cristo, bondade e misericórdia infinita, nos deu Seu infinito amor. Ele nos encheu de Seu Santo Espírito. Muitos ficam tão empolgados que são chamados por alguns de “aleluiados”. Nesta fase da vida espiritual, quando recebemos o Kerigma, ou seja, o primeiro anúncio, nós vemos a santidade como um conto de fadas, porém real. Explico-me: toda aquela história de que devemos ser santos faz agora sentido. Agora de fato você quer carregar a cruz, quer sofrer por causa do Evangelho. Quer amar a Jesus até a loucura – como dizia Santa Faustina – e fica de fato – exteriormente ao menos – louco por Cristo. A vida é rezar Terço, adorar o Santíssimo, assistir o Santo Sacrifício da Missa e Comungar o Corpo e o Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo. De fato começa-se a amar a Jesus e a viver pra Ele e com Ele. Só que existe um problema nisso tudo: estamos “aleluiados”. Este gosto espiritual, este prazer ao rezar, estas consolações, irão passar. O prazer pela cruz passará, e a cruz ficará. E aí devemos decidir: carregamos a cruz ou ficaremos nos amargurando buscando consolações? Quando começamos a dar passos largos - ou para melhor entender-, quando começamos a comer alimento sólido, começamos a ter essa mudança de mentalidade a cerca da santidade.

Eu tenho visto muita gente que tinha vida de oração voltar a vida velha. Mas por que? Sempre me pergunto. Ora, se tinham vida de oração, como podem ter caído? Claro, que talvez podia apenas aparentar ter vida de oração, mas mesmo assim, se tiveram de fato uma experiência verdadeira, porque voltaram pra traz? Temos que muitos tenham caído durante essa mudança de alimento, de líquido para sólido. E por não entenderem, por terem ficado na ignorância por falta de um diretor espiritual, acompanhador, bons livros, ou porque foram desobedientes, acabaram caindo em escrúpulos e achando novamente que a santidade era impossível. Quando na vida espiritual nos alimentamos com alimentos sólidos, passamos a estar entregues a nossa própria miséria. Antes nós topávamos qualquer parada, pode vim quente que eu estou fervendo no fogo do Espírito Santo, dando bicuda no cão e dando glória. Hoje, vemos o quanto somos miseráveis, indignos do amor de Deus, e que mesmo que eu tente, tente, tente, com minhas próprias forças, não consigo nem levantar da cama. É Ele quem nos dá a vida. É Cristo que é algo em nós; ou melhor, Ele é o tudo; porque eu, sou apenas miséria. Quando tivemos aquele primeiro impacto com o Deus vivo e Misericordioso, nós tínhamos força pra lutar contra o pecado. Não só fugíamos das ocasiões de pecar, como se estivéssemos diante da queda, “tiraríamos de letra” e ainda zombava do tentador dando glória a Deus e a Santíssima Virgem Maria. Agora, porém, parece que o demônio vive na mente, é só tentação, tropeços, quedas, agonias, você vê que ainda não é santo.

E por que acontece isso? Por que deixa Deus que sejamos molestados assim? Isso é pura misericórdia de Deus. Pela Sua Misericórdia nos perdoou o Senhor Deus da nossa multidão de pecados; e agora poderíamos ir para o inferno por um pecado chamado ORGULHO. Deus então nos entrega a nós mesmos, provando se de fato amamos Ele. Agora é a hora da verdade. Eu mostro que renuncio a mim mesmo e escolho o Amor de Deus quando estou diante do pecado e eu digo: eu prefiro Deus! Eu prefiro a santidade. Eu sou de Deus pela Imaculada!

Isso pode ser um choque para muitas pessoas. Talvez por isso tantas quedas. Antes pela força do impacto do amor de Deus, acabamos achando que a santidade consistia em não pecar. De fato, quem peca é do demônio (cf. 1João 3,8). Mas aqui quero dizer em relação a tentação. Posso falar até mesmo por mim, creio que por muito tempo achei que conforme os anos fossem passando as tentações diminuíssem. Claro, sem ilusão, tentação sempre terá. Mas acho que achei que seria sempre algo controlável. Talvez vivemos tão anestesiados que nem percebemos que a carne
um dia voltará a gritar. Quando conhecemos a Deus, criamos muitas vezes até repugnância do pecado. Muitas vezes até de pecados que o demônio tinha conseguido fazer que fossem habituais. E depois de criar esse nojo, essa repugnância, achamos que sempre seria assim. E eis que é um grande cilada. Estamos diante de um grande tombo.

Para dar alguns exemplos simples, que você com certeza saberá aplicar na sua vida de acordo com sua realidade, quero dizer algo que ocorre comigo. Quando conheci a Deus vivi um tempo ainda relativizando algumas coisas. Um exemplo era a música Rap. Não só ouvia, como cheguei a cantar Rap “católico” (quem acompanha a um bom tempo o blog sabe desse passado negro). Depois que me consagrei à Nossa Senhora pelo método de S. Luís Maria Grignion de Montfort, me tornando assim escravo por amor de Nossa Senhora, Ela foi me moldando em muita coisa. E uma dessas coisas foi a música. Fui vendo que não tinha compatibilidade pra quem queria viver a santidade que Deus queria. Fui renunciando. Ao ir renunciando, fui criando um certo nojo. Se tocassem um rap perto de mim já não gostava. Minha carne criava repulsa. Claro que tudo isso é obra do Espírito Santo me dando força pra renunciar. A comparação que me veem a mente agora é como se fosse um pai que ensina o filho a andar de bicicleta com rodinhas. Depois que o filho aprende, tira as rodinhas, e o filho as vezes cai. Mas o pai ensinando direito, o filho saberá andar tranquilamente. Assim acontece conosco na vida espiritual, o Espírito Santo, tal qual pai ensinando o filho a andar de bicicleta, nos ajuda a vencer tais tentações. Porém, depois será tirado as “rodinhas espirituais”, e aí que mostramo se de fato aprendemos. Nos últimos dias tenho visto que tudo aquilo que renunciei, só suportei viver sem por causa da graça do Espírito Santo de Deus que me sustenta. Porque a carne ficou dependente do pecado, e o Espírito preenche essa dependência. Só que depois quando comemos alimento sólido, estaremos de choque com nossas tentações, e devemos nos decidir por Deus. Fugi um pouco do exemplo iniciado, mas é bem isso: hoje sofro quando tocam Rap perto de mim; não por repulsa, mas porque a carne grita. É um grande combate espiritual. Antes parecia tão fácil ignorar, distrair com qualquer outra coisa... Hoje tocam os Raps preferidos de outrora, alto, e eu que tanto tinha ignorado, me pego completando alguns versos. Entendem o que quero dizer? É que de fato é meio complicado conseguir escrever de forma a se entender bem, que o Espírito Santo possa de fato fazer vocês compreenderem isso.

Para ser santo é preciso constantemente reconhecer que é pecador. Como um dependente químico que sempre se reconhece como em recuperação. Pode ter dez anos que parou de fumar maconha, crack, cheirar cocaína, beber cachaça, mas sempre se põe como “em recuperação”. E isso se dá porque ele sabe de suas limitações, fraquezas. Ele sabe que a carne grita pedindo aquela droga. Assim como nos demais pecados, a carne sempre gritará. Por isso devemos sempre estar em oração pedindo a força do Espírito Santo para dizer NÃO ao pecado. Se antes achávamos que viveríamos a castidade tranquilamente; hoje tenhamos a consciência que viveremos a castidade travando uma grande luta. Contra o inferno e contra nossa própria carne.

Isso tudo que digo é muito mais complicado para aqueles que tiveram uma vida extremamente desregrada antes de se converterem. Pois uma pessoa que viveu, por exemplo, com a sexualidade desregrada, viciada em sexo, pornografia, masturbação, farras, etc.; e após conhecer Jesus se decide por viver a castidade; após o momento “aleluiado” em que tudo vai bem, agora chega o momento da aridez, e eis que essa pessoa sentirá uma grande dificuldade. Antes achava que seria super fácil ser casto, e que a carne não gritaria. E eis que agora a carne grita, berra, pede aqueles coisas que outrora ele fazia. E eis que ele terá que dizer não. E será muito difícil para essa pessoa dizer não caso ela não tenha se prevenido espiritualmente. Em casos assim a pessoa não deve jamais deixar a confissão. E assim como na luta anterior pra deixar os vícios quando conheceu a Deus, deve buscar se confessar toda semana, ou todo dia se assim cair.

Muitos santos viveram estes momentos. Santa Faustina conta no Diário as vezes que de forma muito mais forte ela viveu entregue à sua própria miséria. É treva pura. Vamos vendo o quanto não somos santos. E descobrimos que a santidade consiste em descobrir que eu preciso me converter. Ser santo é saber reconhecer a misericórdia de Deus. Sem a Misericórdia de Jesus ninguém pode ser santo. Quem quer ser santo sem ser pela estrada da Misericórdia não é e nem será santo; essa pessoa é apenas um prepotente orgulhoso que corre o risco de ser condenado ao inferno. Esta aridez é boa, vamos vendo o quanto somos dependentes do amor de Deus. Vamos ficando humildes. Se alguém cai em pecado mortal, não me escandalizo, pois sei que mesmo que eu não sinta, Deus é quem me segura e me sustenta com Sua Misericórdia, pois se dependesse de mim mesmo caía de forma mais vergonhosa que este irmão. Como julgar uma pessoa em pecado, se o pecado que ele comete a minha carne pede todo dia? Este pecado está na mente? Claro, isso não quer dizer que pequei, pois como diz Santa Catarina de Sena, o pecado não estar no sentir, mas sim no consentir. Ou seja, os maus pensamentos, as tentações, os gritos da carne, não são pecados em si; mas se eu consinto, mesmo que em pensamento ache bom e peque no coração, ou mesmo caia em ato, pequei feio. Mas o que quero dizer aqui é justamente isso: quem quer viver a santidade sabe reconhecer que a santidade é uma torrente de Misericórdia de Deus, e assim não se escandaliza com a queda do outro, pois também estaria caído se não fosse a mão de Deus.

Queria dizer tanta coisa, mas não meu intelecto não deixa. Mas quero finalizar tentando deixar claro a ideia central deste texto: faça um exame de consciência, medite, reze. Quem puder, faça uma confissão geral da sua vida toda. Sabe esses seus pecadões mais podres do que o governo Petista? Então, você é um dependente enquanto estiver nesse vale de lágrimas. Não ache que viverá sempre sem ser tentado. A tentação virá. Claro, se acontecer de não sofrer tantas tentações pra cair nesses pecados, bendito seja Deus por isso. Mas caso contrário, já estás alertado. Quem era adultero, vai sentir vontade de adulterar; quem era beberrão de até mesmo chegar ao coma alcóolico, sentirá vontade de beber; quem usava drogas ilícitas, sentirá desejo; quem tinha a sexualidade desregrada, sentirá a carne berrando; quem usava roupas imodéstias, sentirá vontade de usar novamente, principalmente no tempo de calor escaldante; quem não sentia mais gosto pelas festas mundanas, vai aparecer uns amigos do tempo de outrora chamando pra sair, aparentará ser sem maldade, mas a maldade quer tomar conta de você... Enfim, é aí que a cada dia nós devemos escolher Cristo crucificado e escolher a santidade. E como diz o título deste texto: santidade é reconhecer-se pecador necessitado de conversão. Reconheça diante de Deus, e conte pra Ele, que sem Sua graça você cairá, e suplique Sua Misericórdia. Se sua oração for humilde com certeza te atenderá. Como ouvi uma vez, um jovem em crise de abstinência de droga, correu pra capela do Santíssimo Sacramento e disse “Jesus, eu não vou sair daqui até passar essa vontade”. Assim devemos agir quando vier a tentação de voltar a vida velha. “Jesus, meu Senhor, eu não vou sair da tua presença até que essa tentação vá embora”. E não importa o tempo, fique diante do Santíssimo Sacramento, e quando sair, leve-O em seu coração. Em meio a aridez, as trevas, NUNCA, em hipótese alguma deixe de comungar nem de confessar. Com estes dois Sacramentos alcançaremos de fato a santidade que Deus quer de nós. Eis os sacramentos misericordiosos. Enfim, mantenhamo-nos sempre em oração com a Santíssima Virgem Maria, que assim como o Espírito Santo é como um pai que ensina a andar de bicicleta com rodinha, a Virgem Maria também é esta mãe que sempre está a nos auxiliar. Ela é o modelo de santidade. Ela é quem nos levanta a cada queda. Mesmo se você cair em pecado mortal, rogue a grande Mãe de Deus, a Mãe de Misericórdia, que te levante. Nunca perca a esperança. Diz Santa Afonso Maria de Ligória que o demônio após fazer com que as pessoas percam a graça de Deus, faz com que percam a devoção à Virgem Maria. E sabem por que? Porque Nossa Senhora é a Virgem dolorosa do Calvário, a Mãe de Clemência, Mãe de Misericórdia, Aquela que levanta os caídos, e faz de nós miseráveis dos miseráveis, os piores dos piores, os mais pecadores, santos agradáveis a Deus. Pois como diz São Luís Maria Grignion de Motfort (acho que até citando S. Agostinho): Ela é a forma de Deus.

Aconteça o que acontecer, com Jesus e com Maria, sejamos santos! Se você perdeu esse sonho por ter voltado atrás... Olhe pra cruz, existe um mar de Misericórdia saindo do coração de Cristo só por você. Recomeçe. Seja santo. Deixe-se ser amado por Deus. Deixe-se vencer pelo Ressuscitado que passou pela Cruz.
Ps: nesses momentos sempre reze o Rosário ou pelo menos o Terço. E claro, também o Terço da Misericórdia.
Salve Maria Imaculada, nossa Co-Redentora e Mãe! Viva Cristo Rei!