terça-feira, 24 de maio de 2016

Estude mais que o necessário!

Há alguns pontos do chamado “jeitinho brasileiro” que parece que, quer queira, quer não queira, se impregnaram na alma de nosso povo. Um destes pontos é a nossa preguiça de ler. Os estudantes estudam (será?) em estado “banho Maria”, ou melhor, vão levando a vida. Para entender de uma vez: estudamos apenas o necessário para conseguir o desejado diploma.
         Este é um grave problema de nossa cultura. Desde o ensino básico os alunos desenvolvem uma convicção: “vou estudar para passar”. Ele não quer dar o máximo de si para adquirir os conhecimentos daquela série, matéria; o desejo de sua alma é só ler o que tem que ser lido, fazer os exercícios rotineiros, entregar/apresentar os trabalhos que o professor manda... Passei de ano!
         Boa parte dos estudantes universitários ainda tem este pensamento. Não se lê nada além daquilo que se presume que vá cair na prova e/ou algum livro/apostila que o professor indicou. Ora, isso gera uma classe de universitários nivelados por baixo. Se lê apenas o mínimo necessário para ser bonzinho e não reprovar, nada além. Não se aprofunda na investigação científica. Temos preguiça.
         Outro dia fui à biblioteca da universidade da qual curso Pedagogia, e vi um livro que me chamou atenção. Aquele livro, porém, mais do que um bom título e aparentemente um bom conteúdo, tinha algo desestimulante: era grande! Mais de 600 páginas. Peguei o livro. Começo a ter o pensamento inspirado pelo espírito de “jeitinho brasileiro”: Para quê lerei este livro? Professor pediu? Não. É um livro grosso, não vou dar conta de ler rápido. Para quê levar? Não sou obrigado a ler... – Peguei o livro! Ora, sou desses! Agora é preciso coragem para ler!
         Se você é um estudante que apenas quer receber seu diploma, para depois aparecer em uma matéria de telejornal mostrando as pessoas que tem curso superior, mas estão desempregadas, provavelmente deve estar pensando: por que você pegou um livro enorme para ler se nem obrigado você é? Mas, amigo(a) leitor(a), devemos saber que um verdadeiro estudante não lê para ganhar nota, mas para ganhar sabedoria. É claro que há coisas que só lemos porque é preciso para ganhar nota. Mas é necessário ir além. É necessário buscar a ciência, saber a verdade, ir além do mínimo necessário para ter diploma; devemos ir ao máximo que podemos para não sermos medíocres.
         Muito se fala em transformação na educação, que se precisa de investimento, etc. Mas precisamos impelir os jovens a desejarem ardentemente o conhecimento da verdade. Precisamos fazer uma cirurgia na alma dos jovens para retirar a preguiça.
         Para compreender o perigo de ler apenas o necessário para ganhar nota, lembremos da realidade da “educação” no Brasil. As nossas universidades estão repletas de professores marxistas. Se você apenas ler o que o professor manda, poderá trazer duas graves consequências:
·        De tanto ouvir uma mentira, acabará acreditando nela como verdade;
·        Mesmo que você não adira a mentira, mas estudando apenas aquela “meia verdade” ou uma mentira total, só lendo para ganhar nota, sem o mínimo esforço para estudar outras fontes, outros autores, ter em mãos o contraditório; você será um guerreiro por ter lido um monte de merda e não estar fedendo, mas estará mergulhado na mediocridade por não ter aprofundado em um assunto interessante. Você estudou um curso em que os professores passam muito marxismo, mas não se interessou de estudar – de maneira autodidata e séria – a disciplina pura. Isso é mediocridade.

Quero usar meu curso como exemplo. Estudo Pedagogia, e uma das disciplinas é História da Educação. Ora, não posso ficar apenas com aquela visão meia resumida, levando sempre as coisas para uma luta de classe (mimimi elitista mimimi...). Ora, apesar de terem abordado a patrística e a escolástica, sabemos que a contribuição da Igreja Católica foi muito maior (do que a abordada na faculdade). Se apenas leio o que a faculdade manda, até acredito nos mitos que dizem sobre a Igreja. Mas, por outro lado, se vou buscar fontes históricas, fontes primárias, se vamos aprofundar no assunto.... Pois é, nunca saberemos a verdade se apenas lermos o mínimo necessário para ser um graduado.
Imagine um médico que percebe que sua faculdade foi omissa em ensinar algum aspecto de alguma área da medicina. Se ele for medíocre e apenas quiser seu diploma para depois ganhar rios de dinheiro, ele vai é achar bom. Graças a Deus, diria o mercenário, um livro a menos para ler; terei tempo de curtir o fim de semana. Porém, aquele que tem sede de conhecimento, que desejar ser um médico comprometido com a saúde do ser humano, mesmo sem o professor pedir, ele irá estudar sozinho sobre aquela disciplina, sobre aquele ponto que ele viu que a faculdade foi falha no ensino.
Embora a universidade tenha que dar meios para o bom aprendizado do estudante, sabemos que o que se espera do universitário é um certo autodidatismo. Afinal, ao assistir uma aula, apenas bebo um pouco do conhecimento daquele professor; mas o conhecimento será eu que terei que construir. É por esta mentalidade de ler para ter diploma, que as universidades brasileiras produzem pouco na área científica. Você pode até citar algumas descobertas, ótimos trabalhos, mas, seja sincero, diante da quantidade de universitários que temos, são poucos avanços neste sentido. É nas universidades que devem estar grandes pesquisadores. Mas que investigação científica você pode esperar de uma raça de estudante medíocre que compra trabalho, que não lê, ou que quando não tem nada passado pelo professor dar graças porque poderá ir para a balada. Vocês querem com isso produzir grandes cientistas? Conta outra! Que obra podemos esperar dos nossos estudantes? O funk, talvez.
Estude além do necessário, ou continuaremos nivelados por baixo. Renuncie a preguiça! Adira a verdade.
Vi um vídeo esses dias do Dr Enéas Carneiro. Algo me impressionou na fala deste saudoso brasileiro. Ele disse que entrou para a faculdade de medicina porque dava um conhecimento maior; mas que viu que não teria uma formação na área de exatas. Prestou vestibular, então, para matemática e física. Passou, obviamente. Se forma em matemática e física (ao mesmo tempo em que estudava medicina) e vê que precisava de conhecimento de humanística. Mas, segundo ele, cansado, não quis fazer outra faculdade; passou a estudar sozinho grandes filósofos. Citei o grande Enéas Carneiro por ser um grande exemplo de uma pessoa que não quis ficar na média, mas que tinha uma profunda sede de conhecimento e foi as fontes para saciá-la. Se ele conseguiu cursar medicina – MEDICINA! – e outra faculdade simultaneamente, e fazer um profundo estudo das ciências humanas... Por que eu não conseguiria ler aquele livro grande que o professor não mandou ler? Eu consigo! Você consegue! Nós não somos tão antas assim! Nós crescemos acreditando que éramos antas. Mas, não. Nós temos jeito. É só parar de buscar o diploma, para buscar a sabedoria em primeiro lugar.
         O Dr Eneas morreu, mas vivo ficou seu exemplo, sua sabedoria em seus escritos e vídeos. Se nós não levarmos o estudo a sério, a única coisa que produziremos para as próximas gerações será o trá, trá, trá... Hã, Hã, Hã, tá tranquilo, tá favorável...


         

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Qualidade dos novos professores no Brasil é cada vez pior, revela estudo

Estudantes de Pedagogia com esse perfil tiveram desempenho menor no Enem e não se saem bem na prova de conhecimentos gerais do Enade


As próximas gerações tendem a ter uma educação precária, o que pode a reproduzir a pobreza, por causa da menor qualidade dos novos professores. A constatação é do boletim “Perfil dos futuros professores”, divulgado pelo IDados no fim de abril. De acordo com o documento, as faculdades de Pedagogia no país atraem anualmente mais estudantes de escolas fracas e com desempenho ruim no ensino médio – o contrário do que ocorre nos países desenvolvidos, em que os futuros docentes são recrutados entre os melhores alunos.
“O cenário é complexo e são vários os motivos pelos quais isso acontece”, explica Paulo Rocha e Oliveira, presidente do IDados, entidade ligada ao Instituto Alfa e Beto. “O fato é que os cursos de Pedagogia não atraem os melhores alunos, são fáceis de entrar, as notas de corte são baixas e passam a ser a porta mais fácil de acesso dos menos qualificados ao ensino superior”, comenta.
De 2005 a 2014, a quantidade de matrículas nos cursos de Pedagogia de alunos de baixa renda familiar (de até três salários mínimos) duplicou, chegando a 83%. Do total em 2014, 59% tinham mães com escolaridade de até a 4ª. série e 78% estudavam à noite. Essa parcela da população, mostra o levantamento, tem notas abaixo da média geral no Enem, que já é um índice baixo.
Já em relação à prova de conhecimentos gerais do Enade, mais associada ao nível cognitivo dos alunos do que ao conteúdo específico, comparados a alunos de outros cursos, como o de Engenharia, os estudantes de Pedagogia têm resultados inferiores. As notas da prova variam de 0 a 100 e os novos professores, desde 2005, não conseguem atingir a marca de 50 pontos.
O estudo aponta também que em nenhuma região do país existe uma política para atrair melhores estudantes para o magistério.

Professores ideais x preocupação social

Em países como Finlândia, Coreia do Sul e Polônia, só pode ser educador aquele que foi um excelente aluno, com notas muito acima da média no ensino médio, principalmente em português, matemática e ciências, disciplinas avaliadas nos testes internacionais, especialmente no Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) – nas quais o Brasil tem ficado sempre nos últimos lugares.
Estudos, como os realizados pelo pesquisador Eric A. Hanushek, da Universidade de Stanford, cruzam a qualidade dos professores com a melhora no ensino e o crescimento econômico desses países. Professores mais qualificados conseguem melhorar a qualidade profissional e cultural das próximas gerações e, com isso, o nível socioeconômico da população em geral.
No Brasil o quadro é mais complexo já que as políticas sociais necessárias de inclusão – como o Fies e o ProUni – podem ser contraditórias se, ao mesmo tempo que abrem mais vagas nos cursos, não investem também na atração de melhores alunos ou em iniciativas capazes de consertar falhas na educação básica dos ingressantes.
“A primeira coisa que é preciso refletir ao ver os resultados de uma pesquisa como essa é ver que tipo de pessoa queremos atrair para o magistério, sem distorções e sem deixar para trás avanços sociais”, explica Paulo Oliveira.
Para a professora Araci Asinelli da Luz, doutora em Educação e professora na UFPR, o foco principal não deve ser tanto a origem dos alunos, mas os investimentos feitos pelo poder público para melhorar tanto a universidade quanto as condições de trabalho dos professores, para atrair os mais aptos. “Não existem pesquisas do motivo pelo qual os estudantes escolhem Pedagogia, mas sabemos que muitos deixam de optar por ela porque o professor não tem reconhecimento nem boas condições de trabalho”, afirma.

Desvalorização

Dados da OCDE de 2015 mostram que, entre 30 países, o Brasil é um dos que pagam os piores salários para os professores, ficando à frente apenas da Hungria e da Indonésia. Os professores brasileiros são também os que têm mais alunos em sala de aula e com menores recursos para infraestrutura.
“Os alunos que teriam vocação para o magistério muitas vezes são desestimulados pela própria família pelas condições precárias da profissão, baixos salários e descaso do poder público”, lamenta Dora Megid, diretora da Faculdade de Educação da PUC-Campinas. “Acredito no potencial dos alunos de baixa renda, que conquistam resultados brilhantes em faculdades bastante exigentes, mas se não houver algum incremento nas condições de trabalho, esses mesmos estudantes acabam deixando de lecionar”, alerta.

PERFIL

A quantidade de alunos de Pedagogia no Brasil proveniente de famílias de baixa renda aumentou nos últimos anos. Eles vêm normalmente de escolas fracas e têm baixo desempenho nas avaliações em comparação com outros cursos.
Fonte: MEC/Inep, IDados – Instituto Alfa e Beto Infografia: Gazeta do Povo.

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Comentário:
O grande problema dá má formação dos professores é algo que a matéria "disse sem dizer". Ora, sabemos que ter vindo de família de baixa renda não reflete em você ter bom ou péssimo resultado nas avaliações. O problema dessa má formação chama-se ESCOLA PÚBLICA. Sim, o ensino público na Educação Básica é um lixo.
O próprio fato de universidades federais usarem cotas por classe demonstra que a escola pública não prepara o aluno para lutar de igual pra igual com o outro que vem do ensino privado. Porém, os pseudo especialistas da educação não farão nada para mudar o cenário. Enquanto nós ocupamos os últimos lugares no PISA e em outras avaliações, o Governo e movimentos de esquerda estão preocupados em transformar a escola em palanque político-partidário. A infraestrutura das escolas é péssima em muitos lugares, mas sindicatos de professores estão nas Câmaras lutando para se aprovar a ideologia de gênero. 
O estudante pode vim do ensino público ou do privado, mas após chegar à Universidade ainda encontrará várias coisas que o fará ser um profissional medíocre. Também nas universidades está presente - e com força - a doutrinação marxista, a formação em prol do relativismo, implantação de uma mentalidade que aceite a ideologia de gênero, etc.; enquanto o que convém a disciplina é deixado de lado. Eu curso Pedagogia, e para terem uma ideia, na disciplina Política e Organização da Educação Básica, boa parte das aulas e do material didático dado pela Faculdade trazia discussão entre Liberalismo x Marxismo. LDB e outras leis que se danem! Ora, se o estudante - não só de Pedagogia, mas de qualquer curso superior - não tiver um profundo desejo de conhecer a verdade, de investigar, mesmo com o professor destruindo a disciplina ele vai e busca conhecimentos científicos daquela matéria para saber, enfim, se de certa maneira não se torna um autodidata, estará fadado à uma imbecilização continuada que existe da educação básica à universidade. 
Olhe por exemplo o que o MEC quer fazer com a Base Curricular Comum e veja que esse pessoal pouco está se importando com o conhecimento científico, com os saberes, eles querem é imbecilizar a nação. Quem estuda Pedagogia sabe muito bem que a Educação é conceituada como uma socialização, ou seja, português, matemática, biologia, etc., não é a função principal, a escola tem que, segundo eles, socializar a criança. Por isso NÓS que saímos do ensino público não conseguimos passar numa prova de conhecimentos - porque não era importante para aprendermos; mas somos sociáveis com grupelhos de esquerda.