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Católico, graças a Deus!

Mudamos de endereço. Se chegou aqui por meio de um link, apenas troque o "catolicoargrade.blogspot.com" por "andersoncarlosbezerra.blogspot.com" deixando o restante do link, e será redirecionado.

Há alguns pontos do chamado “jeitinho brasileiro” que parece que, quer queira, quer não queira, se impregnaram na alma de nosso povo. Um destes pontos é a nossa preguiça de ler. Os estudantes estudam (será?) em estado “banho Maria”, ou melhor, vão levando a vida. Para entender de uma vez: estudamos apenas o necessário para conseguir o desejado diploma.
         Este é um grave problema de nossa cultura. Desde o ensino básico os alunos desenvolvem uma convicção: “vou estudar para passar”. Ele não quer dar o máximo de si para adquirir os conhecimentos daquela série, matéria; o desejo de sua alma é só ler o que tem que ser lido, fazer os exercícios rotineiros, entregar/apresentar os trabalhos que o professor manda... Passei de ano!
         Boa parte dos estudantes universitários ainda tem este pensamento. Não se lê nada além daquilo que se presume que vá cair na prova e/ou algum livro/apostila que o professor indicou. Ora, isso gera uma classe de universitários nivelados por baixo. Se lê apenas o mínimo necessário para ser bonzinho e não reprovar, nada além. Não se aprofunda na investigação científica. Temos preguiça.
         Outro dia fui à biblioteca da universidade da qual curso Pedagogia, e vi um livro que me chamou atenção. Aquele livro, porém, mais do que um bom título e aparentemente um bom conteúdo, tinha algo desestimulante: era grande! Mais de 600 páginas. Peguei o livro. Começo a ter o pensamento inspirado pelo espírito de “jeitinho brasileiro”: Para quê lerei este livro? Professor pediu? Não. É um livro grosso, não vou dar conta de ler rápido. Para quê levar? Não sou obrigado a ler... – Peguei o livro! Ora, sou desses! Agora é preciso coragem para ler!
         Se você é um estudante que apenas quer receber seu diploma, para depois aparecer em uma matéria de telejornal mostrando as pessoas que tem curso superior, mas estão desempregadas, provavelmente deve estar pensando: por que você pegou um livro enorme para ler se nem obrigado você é? Mas, amigo(a) leitor(a), devemos saber que um verdadeiro estudante não lê para ganhar nota, mas para ganhar sabedoria. É claro que há coisas que só lemos porque é preciso para ganhar nota. Mas é necessário ir além. É necessário buscar a ciência, saber a verdade, ir além do mínimo necessário para ter diploma; devemos ir ao máximo que podemos para não sermos medíocres.
         Muito se fala em transformação na educação, que se precisa de investimento, etc. Mas precisamos impelir os jovens a desejarem ardentemente o conhecimento da verdade. Precisamos fazer uma cirurgia na alma dos jovens para retirar a preguiça.
         Para compreender o perigo de ler apenas o necessário para ganhar nota, lembremos da realidade da “educação” no Brasil. As nossas universidades estão repletas de professores marxistas. Se você apenas ler o que o professor manda, poderá trazer duas graves consequências:
·        De tanto ouvir uma mentira, acabará acreditando nela como verdade;
·        Mesmo que você não adira a mentira, mas estudando apenas aquela “meia verdade” ou uma mentira total, só lendo para ganhar nota, sem o mínimo esforço para estudar outras fontes, outros autores, ter em mãos o contraditório; você será um guerreiro por ter lido um monte de merda e não estar fedendo, mas estará mergulhado na mediocridade por não ter aprofundado em um assunto interessante. Você estudou um curso em que os professores passam muito marxismo, mas não se interessou de estudar – de maneira autodidata e séria – a disciplina pura. Isso é mediocridade.

Quero usar meu curso como exemplo. Estudo Pedagogia, e uma das disciplinas é História da Educação. Ora, não posso ficar apenas com aquela visão meia resumida, levando sempre as coisas para uma luta de classe (mimimi elitista mimimi...). Ora, apesar de terem abordado a patrística e a escolástica, sabemos que a contribuição da Igreja Católica foi muito maior (do que a abordada na faculdade). Se apenas leio o que a faculdade manda, até acredito nos mitos que dizem sobre a Igreja. Mas, por outro lado, se vou buscar fontes históricas, fontes primárias, se vamos aprofundar no assunto.... Pois é, nunca saberemos a verdade se apenas lermos o mínimo necessário para ser um graduado.
Imagine um médico que percebe que sua faculdade foi omissa em ensinar algum aspecto de alguma área da medicina. Se ele for medíocre e apenas quiser seu diploma para depois ganhar rios de dinheiro, ele vai é achar bom. Graças a Deus, diria o mercenário, um livro a menos para ler; terei tempo de curtir o fim de semana. Porém, aquele que tem sede de conhecimento, que desejar ser um médico comprometido com a saúde do ser humano, mesmo sem o professor pedir, ele irá estudar sozinho sobre aquela disciplina, sobre aquele ponto que ele viu que a faculdade foi falha no ensino.
Embora a universidade tenha que dar meios para o bom aprendizado do estudante, sabemos que o que se espera do universitário é um certo autodidatismo. Afinal, ao assistir uma aula, apenas bebo um pouco do conhecimento daquele professor; mas o conhecimento será eu que terei que construir. É por esta mentalidade de ler para ter diploma, que as universidades brasileiras produzem pouco na área científica. Você pode até citar algumas descobertas, ótimos trabalhos, mas, seja sincero, diante da quantidade de universitários que temos, são poucos avanços neste sentido. É nas universidades que devem estar grandes pesquisadores. Mas que investigação científica você pode esperar de uma raça de estudante medíocre que compra trabalho, que não lê, ou que quando não tem nada passado pelo professor dar graças porque poderá ir para a balada. Vocês querem com isso produzir grandes cientistas? Conta outra! Que obra podemos esperar dos nossos estudantes? O funk, talvez.
Estude além do necessário, ou continuaremos nivelados por baixo. Renuncie a preguiça! Adira a verdade.
Vi um vídeo esses dias do Dr Enéas Carneiro. Algo me impressionou na fala deste saudoso brasileiro. Ele disse que entrou para a faculdade de medicina porque dava um conhecimento maior; mas que viu que não teria uma formação na área de exatas. Prestou vestibular, então, para matemática e física. Passou, obviamente. Se forma em matemática e física (ao mesmo tempo em que estudava medicina) e vê que precisava de conhecimento de humanística. Mas, segundo ele, cansado, não quis fazer outra faculdade; passou a estudar sozinho grandes filósofos. Citei o grande Enéas Carneiro por ser um grande exemplo de uma pessoa que não quis ficar na média, mas que tinha uma profunda sede de conhecimento e foi as fontes para saciá-la. Se ele conseguiu cursar medicina – MEDICINA! – e outra faculdade simultaneamente, e fazer um profundo estudo das ciências humanas... Por que eu não conseguiria ler aquele livro grande que o professor não mandou ler? Eu consigo! Você consegue! Nós não somos tão antas assim! Nós crescemos acreditando que éramos antas. Mas, não. Nós temos jeito. É só parar de buscar o diploma, para buscar a sabedoria em primeiro lugar.
         O Dr Eneas morreu, mas vivo ficou seu exemplo, sua sabedoria em seus escritos e vídeos. Se nós não levarmos o estudo a sério, a única coisa que produziremos para as próximas gerações será o trá, trá, trá... Hã, Hã, Hã, tá tranquilo, tá favorável...


         
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Ler ou não ler, eis a questão! Se tem uma coisa na cultura brasileira que parece ter gerado um sentimento de conformação, é o fato do brasileiro não gostar de ler. Bom, pelo menos é o que se diz: o brasileiro não lê nada, tem preguiça, não gosta de ler.
         Permitam-me, porém, discordar desse julgamento. O brasileiro gosta sim de ler. Nós brasileiros, aliás, lemos muito. Ninguém pode dizer que o brasileiro não goste de ler. Se você está achando que sou um louco, peço, porém, que analise a vida do brasileiro: o brasileiro não costuma, é verdade, ler livros, mas ler, bom, ele lê sim. O brasileiro passa horas por dia trocando mensagens no Whatsapp; conversa também via facebook, passa vários minutos vendo postagens que trazem imagens com... algumas frases. Querendo ou não, ele está lendo. O brasileiro está a todo tempo lendo: seja postagens em redes sociais, seja matérias em sites esportivos sobre seu time de futebol. O brasileiro pode não ler algo de útil, mas que ele lê, bom, ele lê sim, senhor!
         Se nós queremos criar o hábito da leitura, ou melhor, se nós queremos ter o gosto, a paixão, o amor por ler, pelo conhecimento, e fazer com que seja impregnada na cultura brasileira este mesmo sentimento; precisamos sair do pré-julgamento de que o brasileiro não lê nada, reconhecendo que ele lê alguma coisa, para poder fazer o seguinte questionamento: porque o brasileiro passa vários minutos, talvez horas, lendo postagens no Facebook, mas é incapaz de pegar um livro para ler até o fim?
         Feita essa pergunta, poderemos chegar a uma solução para este problema cultural do brasileiro. Sabe porque o brasileiro lê sem reclamar um texto falando da nova contratação do seu time de futebol, lê mensagens na rede social, mas não lê o livro? Porque nos primeiros casos, em que ele lê, ele faz porque gosta; já no segundo, é algo entediante. Ou seja, o brasileiro lê aquilo que gosta. Aliás, de maneira geral todos nós lemos o que gostamos. Obviamente em outro contexto, como na vida acadêmica, por exemplo, você poderá ler algo que lhe cause um certo desgosto, mas é um outro contexto. O que estou aqui falando é que, as crianças e jovens não gostam de ler, não criam hábito de leitura, porque não há verdadeiro incentivo para ler.
         Como você fará com que seu filho ou seus alunos gostem de ler? Não vai ser dando a Constituição para ele lê que você conseguirá isso. Se você ainda não compreendeu, tentarei ser mais claro. O Prof. Pierluiggi bem ensinava em suas palestras como ensinar alguém a gostar de ler: fale para a criança ou adolescente escolher um livro: gostou? Está chato a leitura? Para de ler e escolhe outro para ler. Está chato também? Faz a mesma coisa. Ou seja, uma hora ele achará um livro que ele GOSTARÁ, que trará prazer em ler, que fará ter vontade de ir até o final. É dessa maneira que se fará nascer um leitor. Se você simplesmente pega um livro, joga no colo do jovem, e constrange-o a ler de qualquer jeito, muito provavelmente, se este jovem conseguir ler o livro, ele não criará desejo de voltar a ler livros do tipo. Mas se você usa a técnica do parar de ler e partir para outro, até achar um livro que goste, você sempre estará lendo algo, e uma hora achará um que lhe dê gozo. Ora, cada ser tem sua personalidade, nem todo livro é para todas as pessoas, nem todas as pessoas gostam do mesmo livro.
         Após ter ouvido esta dica do Professor Pierluiggi, lembrei-me de quando tinha 13 anos e estava na oitava série. A professora de português indicou um livro que falava de literatura em geral - coisas bem teóricas; mas que no meio do livro havia uma história de ficção. Na época eu não gostava de ler. Li aquela história a pulso! Pense em uma história chata! Tratava-se de uma história de um chinês que se alimentava de papel e bebia tinta por causa de uma maldição, aí alguém disse uma palavra, ele é liberto, se não me engano apareceu morto com um bilhete que, se não me engano, dizia “obrigado”. Que diabo de história é essa? Hoje me pergunto: é sério mesmo que queriam incentivar adolescentes a terem gosto pela leitura com uma história bizarra e chata como esta?
         Talvez por isso, o primeiro (e único) livro que me recordo que li no período do Ensino Médio, foi o Alto da Compadecida (sim, por causa do filme!). No Ensino Médio os alunos leem algo, mas de maneira constrangida, porque são obrigados porque cai nas provas do PAS. Ou seja, leem só as histórias chatas que o sistema educacional obriga. Aliás, isso quando leem, porque se tiver filme inspirado na obra.... Vocês sabem!
         Eu não sou um grande leitor, um cara que lê de maneira compulsiva. Ainda estou engatinhando. Porém, tenho a plena certeza de que para se iniciar na leitura é preciso ler o que se gosta. Eu comecei a ter gosto pela leitura ao começar a ler as sagradas escrituras e demais livros ligados ao catolicismo. E mesmo assim com muita dificuldade. Como começar a gostar de ler, então? Leia coisas que goste. Deixe seu/sua filho(a) ler coisas (morais, claro) que lhe agrade, tais como os mitos, as aventuras, etc. Se nós não começamos a ler pelo que gostamos, nunca leremos porque é necessário.

         Do gosto, vai-se pela necessidade, até ler por amor. Se não incentivarmos a leitura, dessa forma, para as crianças alfabetizadas e para os adolescentes, nós continuaremos a ler muito, só que, em suma, só besteiras nas redes sociais.
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Você tem sonhos? Quais são as metas que você traçou para sua vida? Quais são seus objetivos profissionais? Não, este não é um texto motivacional, necessariamente, mas devo fazer essas perguntas para fazer outra: o que você tem feito para alcança-los?
           Gostaria de expor algumas reflexões que tenho feito sobre a vida, sobre como temos educados as crianças e jovens sobre o sentido da vida, da busca dos seus objetivos. Nós vivemos numa era digital, num mundo em que reina a tecnologia; porém, ao invés de esta nos impulsionar, parece que ficamos estagnados. A minha geração (tenho 23 anos) tem muitas facilidades que as passadas não tiveram. Mas ao invés de isso servir para que nós pudéssemos dar mais de nós, dar o sangue, dar a vida naquilo que dá sentido a nossa vida, não, nós, muitas vezes, apenas sonhando. Eu vejo que, infelizmente, não só a minha geração, mas os sobreviventes da passada, foram contaminados pelo vírus do comodismo, do jeitinho brasileiro, ou do “eu quero ter, mas não quero lutar para ter licitamente”. Por isso, se a preguiça vos consome em ler este texto por inteiro, aprenda pelo menos o seguinte: admire os meios (lícitos), mas não inveje os fins!
         Se você continuou a leitura, seja porque não está com preguiça, ou porque não entendeu a última frase grifada, eis a explicação: você não pode apenas olhar pessoas bem-sucedidas, que tenham bons salários, e ficar sonhando em ganhar toda dinheirama e como gastá-la; não deve invejar aquele antigo colega de escola que estudou com você e agora está numa Universidade Federal ou numa Particular trabalhando duro para pagá-la, ou o colega que já concluiu o curso e está com o diploma; nem ficar invejando aquele empresário bem sucedido, reclamando da vida porquê aquele tem e eu, diz o invejoso, não. Não. Não deves, tão pouco, ficar invejando os colegas que passaram num Concurso. Não deves entregar-te à inveja! Olhe para tal pessoa e ADMIRE os meios. Ora, teu colega passou num concurso? Estude, se ele foi capaz, você também é! Teu colega passou numa Universidade Federal? Ora, pois, estude, se ele conseguiu, você também consegue. Fulano conseguiu se tornar um empresário de sucesso? Faça como ele: trabalhe duro! Ora, ou você acha que todos os empresários bem-sucedidos acharam uma árvore de dinheiro?
            Para exemplificar: não seja tolo de olhar o Silvio Santos e ficar invejando-o por ter se tornado um dos maiores empresários do Brasil. Admire, no entanto, os meios que ele empreendeu: trabalhou duro! Para quem não sabe, Silvio era Camelô.
            Porém, no mundo globalizado, onde a informação chega rápido; vemos chegar junto com as notícias, as músicas ostentação e coisas do tipo. E os jovens não mais dão o sangue para empreender naquilo que tem potencialidade, mas, pelo contrário, ficam apenas murmurando. Querem ser ricos, mas nem a Carteira de Trabalho tiraram, pois papai e mamãe cuidam de tudo. Aliás, a própria educação para o dinheiro tem destruído os nossos jovens. Ou melhor, é mais compreensível chama-la de “educação rumo à ostentação”. Esse é o problema. Eu quero ostentar, mas eu não quero trabalhar para que, muito ou pouco, tenha o valor do suor do meu trabalho, da minha dedicação, da devoção do meu coração dado aquilo que dá sentido a minha vida. O ter, o poder, o prazer, enfim, a ostentação não é o sentido da vida do homem. A maioria dos artistas plásticos, por exemplo, só foram reconhecidos após morrerem; isso mostra que eles pintavam, por exemplo, não pela ostentação, pela fama, mas porque aquele era o dom que Deus lhes deu.
Mas nós, não. Nós temos educado nosso sfilhos de outra maneira. Educamos na “Educação ostentação”: você TEM que ter um diploma! Você TEM que passar num concurso! Você TEM que ser bem-sucedido financeiramente! E assim, diante da preguiça vocacional que temos visto, o jeitinho brasileiro reina. Afinal, nós nem falamos e tão pouco damos testemunho da beleza e do mérito de viver os meios, só falamos que ele tem que ter o fim. Ora, para se ter o fim licitamente, de maneira ordinária, não se tem tanto prazer. Mas nós não educamos os jovens para o trabalho, mas somente para o prazer de ter, de possuir, de desfrutar. É muito mais prazeroso para um jovem de 16 anos fumar maconha e fazer sexo, do que estudar 5 horas além das aulas assistidas na escola. Mas, sabe porque nossos jovens dificilmente se tornam bons alunos? Porque independentemente de estudarem horas ou não, conseguirão seu certificado de conclusão do ensino médio. O cara que passou a adolescência toda na droga, na pornografia, etc, vai estar bem atrás daquele que passou horas estudando. Aí ao invés da pessoa reconhecer seu erro, tentar mudar, começar a estudar (porque nunca é tarde para se começar a fazer as coisas certas); não, a pessoa simplesmente amaldiçoa os que progridem, reclama que não passa nas entrevistas de emprego, reclama que na faculdade particular as provas são difíceis, etc. Mas enquanto essa pessoa não parar de invejar o fim (faculdade, concurso, emprego etc), para passar a admirar o meio (sacrifício pessoal, estudo, dedicação), pouco ou NADA mudará positivamente em sua vida.
Conheço casos, por exemplo, de jovem que não concluiu o Ensino Médio, está há anos sem estudar, e após um período de desemprego começou a reclamar do porque não passava em entrevista de emprego. Uma das frases dita por essa pessoa: “Mas para ser vendedor precisa de Ensino Médio!?”. De fato, para ser um bom vendedor não precisa de ensino médio. Mas pegando currículo com currículo, você vai chamar quem? Nessa época de crise, pessoas com ótimas experiências profissionais tem aos montes, mas, se não tenho o básico ensino Médio completo, como concorrer? Essa pessoa conseguiu um emprego, não é satisfeita com o salário, mas continua cometendo o mesmo erro: inveja o bom emprego, mas não se esforça para facilitar os meios de se ter um bom emprego. Qualquer pessoa que pensa na vida, e não no prazer momentâneo que o dinheiro pode comprar, iria dar um jeito de estudar e concluir o Ensino Médio. Você pode ir para uma Escola Pública fazer o EJA, ou mesmo fazer particular caso tenha recursos. Mas não, além do “precisa de ensino médio”, o que ouvi foi desejo de comprar um diploma. Isso mesmo. Alguém conhece alguém, que conhece uma pessoa, que trabalha numa escola... Enfim, você entendeu! Ele não fez isso, mas raciocine comigo: a pessoa está disposta a sacrificar uma quantia em dinheiro para ter um fim (diploma) de maneira ilícita, mas não tem coragem de fazer sacrifícios pessoais para ser um bom estudante, fazer a coisa certa, evoluir, crescer na vida. Sabe o que vai acontecer? Ele até pode conseguir o certificado de maneira ilícita, mas na hora de conseguir o emprego... Afinal, comprou-se o diploma, mas conhecimento não se compra, se conquista na luta (estudo). As escolas e universidades não tem cumprido seu papel educador, mas você lucra muito mais indo a ela recebendo o que podem te dar de bom, do que comprando um diploma. Na hora de mandar um email, escrever um relatório, fazer qualquer coisa... Vocês entenderam!
Se o objetivo da vida for ter um diploma, há como se comprar. Qual o teu objetivo? Tirar a CNH? Não tem conseguido passar na(s) prova(s)? Tudo bem, há esquemas para comprar carteiras falsas ou, como temos visto, esquemas para burlar o sistema e conseguir uma carteira “quente” sem ter feito as provas. Resultado: uma pessoa inapta para dirigir colocando em risco a vida de outras pessoas. Mas o que quero levantar aqui é que o problema de falsificações de certificados, de CNH’s, de fraudes e fraudes, da corrupção, enfim, é porque a nossa cultura brasileira educa para a ostentação pura e simples, para a inveja, para querer o objeto desejado, mas sem fazer os devidos sacrifícios para se conseguir aquilo. Para que estudar, fazer provas, se o Certificado de Conclusão do Ensino Médio ou a CNH, por exemplo, pode ser comprado em alguma esquina? Somos uma geração medíocre.
Ainda falando de ensino médio, você chega para algumas pessoas e fala: olha, os maiores de dezoito anos que passarem no ENEM recebem o Certificado de Conclusão do Ensino Médio. O que ela faz? “Legal”, é o que provavelmente responde. Mas se é alguém que quer conquistar seus objetivos licitamente, não importa o tempo que passou sem estudar, nem mesmo a idade que tem hoje, começa – ou recomeça – a estudar e luta arduamente para conseguir, pelo menos, o mínimo, sim, o mí-ni-mo para conseguir o Certificado. O “trouxa ostentação” o que faz? Fica: eu quero o certificado, mas não quero estudar; eu quero o carro, mas não quero trabalhar; eu quero uma família, mas não quero me sacrificar; eu quero, mas não quero. Entendem?
Enquanto as pessoas não entenderem que ficar dançando funk pelado(a) na rua, fumando maconha, cheirando cocaína, transando no meio da rua ou onde quer que seja, como loucos, não vai acrescentar em NADA a sua vida intelectual e que, pelo contrário, a vida dissoluta irá destruir a construção da sua personalidade e a realização dos justos projetos que preenchem a alma.
Aliás, se tem algum pai ou alguma mãe lendo este texto, permita-me ser direto: você acha mesmo que seu filho pode ser a potência que ele pode ser com você fazendo tudo por ele, sem deixa-lo fazer nada? A criatura recebe a comida na mão, não lava uma louça, te xinga, fica o dia (a semana, a vida) no videogame e no pc vendo pornografia ou conversando besteira nas redes sociais, é liberado por você pra ir pra balada, recebe seu incentivo pra fazer sexo, não tem um pingo de responsabilidade, no fim do ano para não reprovar e ver algum esforço na criatura você promete uma viagem ou um outro prêmio, etc.; e bum! Simplesmente você quer que daí surja um Eintein da vida! No máximo que você conseguirá com isso é que sua filha engravide, ou que seu filho faça um filho em alguma moça, e ainda terá a cara de pau de querer pagar aborto, porque sempre foi assim, criou o(a) filho(a) sem responsabilidades! Nunca vai assumir a responsabilidade! Por que? Porque somos da geração que quer o prazer, não quer a labuta. Quer o sexo, mas não quer o filho, resultado do sexo. Portanto, quando o filho não serve para a “ostentação” e significa limitações nas minhas vontades, no meu orçamento, etc, logo querem se desfazer de um indefeso. Por que? Porque só educamos para o prazer, não para a responsabilidade. Neste sentido, o sexo que outrora em nossa sociedade era próprio do tempo do matrimônio, hoje não, é algo que compra, que se tem de graça, que usa, abusa, troca de parceiro; casar para que, segundo a mentalidade atual, se se pode ter este ato antes do casamento?
É por essa e outras que nossa nação é repleta de - perdoe-me pela franqueza - idiotas! É talvez por isso que os idiotas úteis adiram tanto a movimentos socialistas; afinal, é muito melhor lutar pelo bem alheio, do que labutar para conquistar, com os próprios méritos, seus bens. É muito mais fácil ser do MST e invadir propriedades rurais, expulsar os justos trabalhadores, e tomar o que não lhes pertence.
Enquanto não destruirmos a “educação ostentação”, o “jeitinho brasileiro”, essa inveja maldita dos fins, o máximo que conseguiremos produzir será jovens alienados que transformarão o Brasil numa Sodoma. Sim, o máximo que se terá será o aumento de pessoas que gritam "Mexeu com Lula, mexeu comigo"; que que Che Guevara é herói; que acham que mostrar as tetas nas ruas, invadir templos e se masturbar com objetos religiosos e/ou em universidades é lutar pelos direitos da mulher (ou de igualdade de gênero); e gente que vai assaltar os outros porque ele (assaltante) quer ter um tênis, celular, etc., mas acha muito opressor acordar 5h para trabalhar. Que importa ter um bom currículo ou uma extensa ficha criminal, o fim (ter coisas) foi alcançado.
Bum! Acorda Brasil! Vamos educar certo! Se não mudarmos agora, o que será daqui 10 anos?
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Por Henrique Cunha de Lima¹
Explico. Segundo a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, os tratados internacionais sobre direitos
humanos devidamente ratificados pelo Congresso Nacional (antes da emenda 45) têm status supralegal. Isso quer dizer que esses tratados são hierarquicamente inferiores à Constituição (lei positiva máxima), mas superiores às demais leis. Ora, o ECA (Estatuto da Criança e Adolescente), que é uma lei ordinária, diz: “Os pais ou responsáveis têm a obrigação de matricular seus filhos ou pupilos na rede regular de ensino” (art. 55). Mas a Declaração Universal dos Direitos Humanos e a Convenção Americana dos Direitos Humanos (Pacto de São José da Costa Rica), que são tratados internacionais ratificados pelo Brasil, dizem o contrário e, portanto, prevalecem: “Os pais têm prioridade de direito na escolha do gênero de instrução que será ministrada a seus filhos” (artigo 26.3 da Declaração Universal dos Direitos Humanos); “Os pais e, quando for o caso, os tutores, têm direito a que seus filhos e pupilos recebam a educação religiosa e moral que esteja de acordo com suas próprias convicções.” (Artigo 12.4 da Convenção Americana dos Direitos Humanos).
Ambos os textos são claríssimos. Repito: esses tratados são hierarquicamente superiores ao ECA e à Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). Com efeito, não só o ECA e a LDB, mas qualquer outra lei que impeça o homeschooling perde a eficácia, pois os tratados mencionados têm status supralegal. Portanto, juridicamente, não há nada que proíba os pais de adotar o homeschooling para os filhos. E mais: outro direito que se depreende das aludidas normas é o de rejeitar qualquer conteúdo ministrado nas escolas regulares que seja considerado impróprio pelos pais, como o famigerado kit gay, por exemplo.
Vimos que não há qualquer óbice jurídico ao homeschooling no Brasil. Sendo assim, os pais poderiam adotar o método da educação em casa desde já, sem que para isso fosse necessária qualquer mudança legislativa. Porém, a coisa é um pouco mais complicada. O problema, quase sempre, é fazer valer esse direito dos pais. Os diplomas internacionais citados, plenamente válidos e eficazes no Brasil, são ignorados até pelos juízes, que continuam a usar o ECA para forçar a matrícula das crianças. Os empecilhos são muito mais políticos, culturais e ideológicos do que jurídicos. Mas creio que nem tudo está perdido. Cabe aos pais zelosos recorrer aos tribunais contra a tirania. Quanto mais processos houver, quanto mais o tema for ventilado na imprensa, na internet e nas esquinas, maior a chance de obter resultados favoráveis. Trata-se de uma guerra cultural a ser travada, com boas possibilidades de vitória. Afinal, não deve ser difícil compreender que a educação é assunto da família e da sociedade, não de burocratas do estado.
________________________
¹ Henrique Cunha de Lima é procurador do Ministério Público de Contas do Estado do Rio de Janeiro.
Fonte: http://tercalivre.com/2015/04/02/homeschooling-liberado/
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Quem nunca ouviu este termo: “Ai, esses jovens de hoje...”!? Normalmente é dito por pessoas um tanto quanto vividas que diante da vagabundagem, corpo mole, mordomia e afins nos mais jovens, começa a falar que “esses jovens” tem vida boa, não querem saber disso ou daquilo, porém, eles, trabalhadores, responsáveis desde cedo, tiveram uma vida muito mais difícil que eles.

O que quero vos levar a refletir, caro leitor, é o seguinte: será mesmo que o problema está nos jovens atuais? Não me levem a mal, mas, porventura o problema também não está nos pais de hoje? Para clarear: acredito piamente que o problema não está nos jovens, em sua maioria, mas sim na forma com que é conduzida a educação das crianças e jovens hoje.

Os mais velhos de hoje foram responsáveis mais cedo? Trabalhavam pesado? Os de hoje não? Julga-os de vagabundos. Mas, como foi a educação destes mais velhos? Com toda certeza foi muito diferente da educação das nossas crianças e jovens. Se mudou-se condução da educação, como queria resultados iguais? Claro que se havia de mudar algumas coisas, porém, o que houve mais se assemelha a um motorista que vai em direção a SP e muda a rota rumo ao nordeste; ora, mesmo mudando a rota queria chegar em Sampa?

Num passado não tão distante assim, as crianças e jovens tinham que ter responsabilidades. Logo eram inseridas no trabalho, muitas vezes não tão leve. Claro que não estou defendendo que se coloque uma criança de 5 anos sob o jugo de um trabalho pesadíssimo que caleja até adultos. Óbvio que não. Porém, vemos que se antes havia trabalhos divididos conforme a capacidade e entendimento de cada idade, hoje vemos mãos na cabeça, alisando, protegendo, mimando, e depois querem que resultado? Não se prepara mais para a vida!

Hoje uma criança acorda e já fica entediada: não sabe se brinca com o celular, video-game, TV, computador, etc. Não sou contra que crianças tenham acesso a eletrônicos, porém acredito que tudo deve respeitar a uma idade. Os pais largam os filhos com eletrônicos, não lhe dão responsabilidades, vivem nos joguinhos. O moleque já tem 10 anos e não pode lavar uma louça? Não, porque faz chilique. Aliás, muitos nem pedem. Muitos acham que é abuso colocar o adolescente de 13, 14 anos para lavar a louça que ele mesmo sujou. Enquanto num passado não tão distante assim, nessa idade já se trabalhava e ajudava em casa; seja com trabalhos domésticos, roça em casa, ou em algum comércio. Hoje, não, para alguns pedagogos e afins, um jovem de 12 anos não pode trabalhar, por exemplo, de empacotador num supermercado. Ora, anos atrás se trabalhava – falo de trabalho mesmo, não dos casos de exploração – e se formava homens e mulheres de bem; hoje se coloca uma superproteção que o impede de assumir responsabilidades. Resultado disso? “Esses jovens de hoje não prestam...”

Para dar um exemplo prático que pode ser comum a ocorrência nas casas, veja a seguinte situação: você tem um filho que sempre o criou nas regalias, nunca este precisou fazer nada. Agora, com 18 anos, você diz que ele tem que lavar a louça. Ele vai? Mas, a culpa é dos jovens de hoje, ou tua que passou a vida toda criando-o sem a responsabilidade de assumir pequenos afazeres domésticos? “Ah, trabalho pesado? Capinar? Esses jovens de hoje não querem. São mortos” - diz um homem ou uma mulher vivida, que joga indireta par o filho ou conhecido de 18, 19 anos, mas que, quando adolescente queria ajudar em algo mais pesado logo ouvia “não, meu bem, não precisa. Deixa que eu faço”. Aí quando você quer que o jovem faça algo, ele já foi acomodado e dificilmente fará isso.

E, como disse acima, e torno a repetir para que não me interprete mal, a questão do trabalho e responsabilidade a que me refiro é gradual, ou seja, conforme a idade e as condições de cada criança e/ou adolescente. Não estou falando para dar uma enxada para um menino ou uma menina de 5 anos. Mas o que quero que entenda é aquela ideia da famosa Educadora Maria Montessori, que dizia que criança sem trabalho dá trabalho. Ora, o seu método consistia exatamente nisso: dar liberdade, independência, responsabilidades, de acordo com a capacidade das crianças. Então ensinava-se as crianças a fazer pequenos trabalhos domésticos, de acordo com sua idade, como descascar verduras, por exemplo. As crianças podem assumir responsabilidades de acordo com sua idade. Podem e devem, por exemplo, guardar seus próprios brinquedos. Deve-se dar responsabilidades, e não criar essa superproteção que tranca a criança e o adolescente dentro de uma bolha. Porque se continuarmos não dando trabalho para as crianças, e fixando-as num marasmo de preguiça e irresponsabilidades, continuaremos tendo crianças e adolescentes que dão trabalho. E os frutos estão aí para não dizer que é invenção: jovens infratores, drogas, jovens rebeldes com os pais, etc. Será que se gradualmente, desde pequenos, fossem-lhes dado responsabilidades, não teria sido diferente?


Bom, o que nos resta é tentar responder, com o que acontece com as crianças e jovens próximos a nós: a culpa é dos jovens de hoje, ou dos pseudo-educadores atuais?
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RIO — “Faça você mesmo” é um lema que cairia como luva no Colégio Monte Alto, no Andaraí. A escola, que está em seu primeiro ano de atividade, foi criada por pais que buscavam um ensino completo para seus filhos, com direito a música clássica e aulas de imersão em inglês desde a educação infantil.

Insatisfeito com as opções no mercado, o grupo fundou, em 2012, a Associação Carioca de Educação e Cultura (Acec). A organização sem fins lucrativos é responsável por gerir a escola, que funciona atualmente até o maternal II (crianças de até 4 anos), e abrirá turma de pré I (até 5 anos) no ano que vem.

— É uma questão de ideologia. Queremos que a educação dos nossos filhos seja completa — afirma a psicóloga Tatiane Ribeiro, uma das integrantes da Acec e mãe de Mariana, de 2 anos, atualmente no berçário II.

O projeto pedagógico do Monte Alto é inspirado no grupo espanhol Fomento de Centros de Enseñaza, que cuida de 50 escolas ao redor do mundo. A diretora Juliana Barcellos, mãe da pequena Amanda, de 1 ano, do berçário II, considera a presença dos pais um dos principais eixos do colégio.
Há pelo menos quatro reuniões individuais entre pais e professores ao longo do ano, além de palestras com educadores. Na última atividade externa — um piquenique no Dia da Criança —, a adesão de pais e filhos foi massiva.

— Os pais entenderam a importância de participar do dia a dia, de educar junto com a escola. Os professores também são uma parte fundamental nesse projeto. Todo mês, nós fazemos um treinamento para eles — explica.

MÚSICA CLÁSSICA PARA CRIANÇAS

Não é apenas a participação dos pais que torna diferente a rotina do Monte Alto. As turmas têm até 15 alunos, com atividades de 8h às 16h. A cada semana, os pequenos são colocados em contato com a obras de mestres como Chopin, Beethoven e Mozart.

— A criança tem uma capacidade absurda de aprendizagem até os 5 anos, e isso precisa ser estimulado. Meu filho, com 4 anos, já canta em inglês e consegue reconhecer sinfonias de música clássica. É uma coisa de outro mundo — diz um orgulhoso Leandro Schmidt Marques, engenheiro e pai de Rafael, do pré I.

Os métodos de ensino envolvem também aulas de imersão em inglês, nas quais o professor não usa sequer uma palavra em português. Outra curiosidade é uma técnica chamada de “bits de inteligência”, desenvolvida pelo americano Glenn Doman: o professor exibe cartazes com palavras, números ou imagens, dizendo o conteúdo em voz alta e trocando-o rapidamente, com objetivo de estimular o cérebro no início da formação.

Na ideia de ensino personalizado, as salas de aula são divididas em cantos de atividades que atendem a diferentes campos, como matemática, linguagens e atividades lúdicas. A ideia é se adequar ao ritmo e às demandas de cada criança. Os pais são unânimes: o aprendizado trazido pela escola não se limita aos filhos.

— As coisas novas que meu filho aprende também agregam conhecimento para a família — afirma Marques.

Fonte: http://oglobo.globo.com/rio/bairros/pais-criam-colegio-para-dar-educacao-completa-aos-filhos-17895441
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